Política | Crise na base

Deputado volta a bater forte na área na segurança do governo Flávio Dino

Raimundo Cutrim, apesar de ser no mesmo partido do secretário de Segurança do Estado, Jefferson Portela, fez duras críticas afirmando que o facções estão criando um poder paralelo
Carla Lima Subeditora de Política27/06/2017 às 11h10
Deputado volta a bater forte na área na segurança do governo Flávio DinoRaimundo Cutrim critica gestão do colega de PCdoB, Jefferson Portela, na Segurança (Ag. Assembleia)

SÃO LUÍS - O deputado governista Raimundo Cutrim (PCdoB) voltou a criticar o sistema de segurança do governo Flávio Dino (PCdoB). Mesmo sendo do mesmo partido do secretário de Segurança, Jeferson Portela, o parlamentar nas últimas semanas não tem poupado críticas à gestão do correligionário.

Na sessão da segunda-feira, 26, Raimundo Cutrim voltou à tribuna para falar da gestão de Jeferson Portela na Segurança do Estado. Segundo ele, a situação é preocupante porque as facções estão criando um poder paralelo.

“A situação é cada vez mais preocupante. Agora se vê diferentes gangues ou facções com bandidos atirando nas mãos, nas pernas de algumas pessoas. Isso é um poder paralelo. Isso está ficando cada vez mais perigoso. E mais perigoso ainda porque a própria imprensa divulga isso. Isto é um fato absurdo: bandidos atirando nas pernas, nas mãos de pessoas para servir de exemplo, para não fazer isso, aquilo outro, porque fez alguma coisa que aquela facção está contra”, afirmou Cutrim.

O deputado comunista em outras duas vezes já havia criticado o sistema de Segurança do governo do qual faz parte da base.

Além das críticas direcionadas ao secretário de Segurança, no início do mês de julho, Cutrim fez críticas a outros auxiliares de primeiro escalão do governador.

Raimundo Cutrim chegou a dizer que iria apresentar um projeto de lei para obrigar os secretários de estado a comparecer à Assembleia Legislativa a cada seis meses para prestar esclarecimentos no parlamento.

“Eu estou entrando agora com um projeto, na segunda-feira, para que os secretários sejam obrigados a semestralmente prestar contas de sua pasta perante a comissão ou o Plenário. É obrigatório sob pena de crime de responsabilidade. Porque os deputados, como fiscais do governo, precisam saber o que está acontecendo na Pasta”, afirmou Cutrim.

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