Cidades | PARQUES URBANOS

Reserva do Itapiracó tem vários problemas de manutenção

Segundo os frequentadores, situação é decorrente da falta de cuidados da administração pública, vandalismo e falta de consciência da população
Jock Dean / O Estado27/05/2017
Cerca da Reserva do Itapiracó está danificada, comprometendo a segurança de usuários do espaço

SÃO LUÍS - Quem frequenta a Reserva do Itapiracó, em São Luís, inaugurada em dezembro de 2014, reclama que o local já tem problemas em sua estrutura, apesar de ter sido entregue à população há tão pouco tempo pelo Governo do Estado. Muitos dos problemas, segundo os frequentadores, é decorrente da falta de manutenção pela administração pública, mas o vandalismo e falta de consciência da população também são apontados como agravantes dos problemas no local.

Dotada de uma pista com 2 quilômetros de extensão, margeada por uma bem preservada vegetação remanescente da Floresta Amazônica, a Reserva do Itapiracó tornou-se um espaço democrático para skatistas, patinadores, corredores, ciclistas, caminhantes ou simplesmente para aqueles que buscam um contato mais próximo com a natureza, distante do estresse da cidade.

A grade de metal que circunda toda a área urbanizada da reserva está com buracos em diversos pontos, facilitando o acesso de pessoas em pontos mais afastados do parque. O mato alto em pontos de calçamento do local é outro motivo de reclamação, pois denota que o poder público não tem cumprido como deveria com a manutenção da reserva. “Não entendo como podem deixar os poucos pontos que precisam ser capinados ficarem dessa forma. É um trecho tão pequeno”, comentou a frequentadora Luísa Oliveira.

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As pessoas que usam a estrutura para fazer caminhadas, ou mesmo um passeio, questionam a ausência de vigilância. “Eu mesma venho pelo menos três vezes por semana e não vejo policiamento”, disse a dona de casa Adriana Rodrigues.

O engenheiro mecânico Felinto Neto também não abre mão de sua caminhada duas vezes por semana, mas toma certas precauções. “Eu nunca caminho até o fim da pista, por que lá é mais deserto e o policiamento mais deficiente. Acho que o correto seria ter policiais ao longo de toda a extensão da pista, pois isso com certeza nos deixaria mais seguros”, afirmou.

A Área de Proteção Ambiental (APA) do Itapiracó foi criada pelo Decreto Estadual nº 15.618, de 23 de junho de 1997, e

Não há manutenção na área do parque e mato está alto ao longo de toda a área; usuários reclamam

tem um total de 322 hectares, cobertos, ainda, por uma vegetação remanescente da Floresta Amazônica classificada em mata de terra firme e mata periodicamente representada por angelim, andiroba, pequi, bacuri, ariri, sapucaia, buriti, janaúba e tucum, entre outras. Além da conservação da fauna e da flora, a APA representa importante papel na manutenção do microclima da Ilha de São Luís. A urbanização da Reserva do Itapiracó fez parte do projeto de recuperação do parque.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informou que o Batalhão da Polícia Ambiental monitora e fiscaliza a APA do Itapiracó 24 horas, com o objetivo de inibir ações de vandalismo e o descarte inapropriado de resíduos sólidos no local. Quanto à manutenção do espaço, a Sema ressalta que tem tomado providências, no sentindo de refazer toda a parte danificada. Informa ainda que em breve abrirá processo para contratação de uma empresa que atuará na manutenção permanente da área.

NÚMEROS
322
é o total de hectares da Reserva do Itapiracó
2,5 quilômetros é a extensão da pista de caminhada da Área de Proteção Ambiental (APA) do Itapiracó

SAIBA MAIS

Em 2014, a APA do Itapiracó foi urbanizada pelo Governo do Estado. As obras executadas incluíram a pavimentação do acesso à APA de pouco mais de 2,5 quilômetros, execução de serviços de drenagem e rede elétrica, além da construção de uma praça, de uma área para caminhada e de um estacionamento.

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