Estado Maior

Comunidade com medo

05/04/2017

O Campus Universitário do Bacanga é uma comunidade gigantesca, maior do que muitos bairros de São Luís - e equiparada, em população, a alguns municípios do interior do estado. São milhares de estudantes, professores, servidores, colaboradores e comunitários, que ali convivem no dia a dia - estudam, trabalham, comem, se divertem - e transformam a área em uma cidade universitária.
Mas pouca segurança é oferecida a essas pessoas, não importa a hora do dia - e o expediente vai da manhã às últimas horas da noite.
No ano passado, durante um evento na chamada área de vivência - onde alunos e professores se reúnem para estudar, divertir-se e protestar -, um estudante foi assassinado a golpes de faca, dentro de um banheiro, sem que ninguém tenha percebido. Nos últimos quatro dias, duas estudantes foram estupradas na área do Campus, também sem que ninguém as tivesse acudido.
A UFMA tem uma Prefeitura de Campus, espécie de gestora da cidade universitária, responsável pela infraestrutura de transporte, educação e segurança da comunidade. Valores e contingentes são maiores do que os de muitas prefeituras pelo Brasil afora.
Mas no que diz respeito à segurança, contingente e equipamentos disponibilizados mal garantem a proteção do patrimônio da própria UFMA. Os homens da segurança patrimonial não estão treinados e equipados para a proteção de homens e mulheres que ali vivem diariamente.
A presença de policiais na área inibiria muito mais a ação de bandidos. Providências foram tomadas. Mas, infelizmente, somente após o estupro de duas mulheres.

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