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Buracos atrapalham usuários e ônibus nos terminais de integração

Na Cohama, os veículos não estacionam nos pontos por causa da buraqueira, obrigando os usuários a se deslocarem e embarcarem pelo meio da via; situação semelhante acontece no Terminal da Praia Grande
01/04/2017
Buracos atrapalham usuários e ônibus nos terminais de integraçãoBuracos nas vias do terminal de Integração da Cohama prejudicam trânsito de coletivos e usuários (Flora Dolores / O ESTADO)

Não bastassem os buracos nas ruas e avenidas de São Luís, que comprometem o tráfego e aumentam os engarrafamentos e o risco de acidentes, os usuários do sistema de transporte coletivo precisam também se preocupar com buracos dentro das faixas de circulação de ônibus dos terminais de integração da cidade. Na Cohama, os veículos não estacionam nos pontos por causa da buraqueira, obrigando os usuários a se deslocarem e embarcarem pelo meio da via. Situação semelhante acontece no Terminal da Praia Grande.

No Terminal Cohama/Vinhais, localizado na Avenida Daniel de La Touche, os buracos ficam na via em que trafegam linhas como Bequimão/São Francisco e Jardim das Margaridas, com destino ao centro da capital. No local, dois grandes buracos comprometem o tráfego, que fica ainda mais difícil em dias chuvosos. “Quando chove, esse buraco vira uma lagoa. Os motoristas dos ônibus não conseguem saber exatamente o tamanho deles. Fica muito difícil mesmo”, diz a estudante Larissa Costa, que usa o terminal diariamente.

Segundo os usuários, os buracos aumentaram por causa das chuvas fortes deste ano. Para evitar problemas mecânicos nos veículos, muitos condutores param longe da plataforma de embarque, obrigando os usuários a caminharem pela via para poder embarcar nos coletivos. O resultado é a lentidão para o embarque e desembarque no local, já que a via fica obstruída durante o procedimento.

Outro terminal em que os buracos dificultam o tráfego dos coletivos é o do Terminal da Praia Grande, localizado na Avenida Beira-mar. Nesse caso, o buraco fica na via de acesso dos coletivos ao terminal e é, na verdade, um bueiro sem tampa. Quem trabalha na área afirma que coletivos já caíram no bueiro. “Por sorte não aconteceu um acidente, mas o ônibus demorou um tempo para sair do buraco e poder entrar de vez no terminal”, conta a vendedora ambulante Célia Regina Pereira. Outro buraco fica na entrada da via de embarque e desembarque de linhas como Calhau/Litorânea, Janaína/Riod e outras.

Com a licitação do Sistema de Transporte Coletivo de São Luís, a administração dos cinco terminais de integração da capital passou a ser de responsabilidade de cada consórcio ou empresa responsável pelas linhas da região a que eles atendem, segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET).

O Terminal Cohama/Vinhais é administrado pela Viação Primor. Foi o último a ser inaugurado pela Prefeitura de São Luís, em 11 de maio de 2006, com a capacidade para atender até 65 mil pessoas por dia. Na época da inauguração, integrava 19 linhas, com uma frota de 128 ônibus. O terminal é composto por quatro plataformas de veículos, com seis áreas para embarque e desembarque em cada uma. O terminal atende a população dos bairros Cohama, Angelim, Bequimão, Cohafuma, Ipase e adjacências.

Já o Terminal de Integração da Praia Grande é administrado pelo Consórcio Central. Ele é o mais antigo da capital, inaugurado em 7 de setembro de 1996, pelas comemorações dos 384 anos de São Luís, atendendo especialmente a área do Centro, São Francisco, Itaqui-Bacanga, Monte Castelo e adjacências, integrando a maioria das linhas de ônibus da capital. Quando da inauguração, 18 das 109 linhas de ônibus que São Luís tinha à época passavam pelo local.

Hoje, ele conta com 65 linhas de ônibus, quatro plataformas e 23 pontos de parada de ônibus.
Os buracos nas vias de circulação dos terminais de integração de São Luís não causam apenas indignação nos usuários. Os motoristas de ônibus também se preocupam com a buraqueira. É que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema), as empresas de transporte coletivo de São Luís estão cobrando dos funcionários os gastos com reposição de peças danificadas por causa da falta de infraestrutura viária na cidade.

Segundo o sindicato, os valores cobrados variam de R$ 50,00 a R$ 3 mil. Por causa disso, o Sttrema vai ingressar com ação no Ministério Público do Trabalho (MPT).

Mais

Administração

Desde o início de setembro, os cinco terminais de integração de transporte de São Luís estão sob administração das empresas e consórcios que venceram a licitação do transporte público na capital maranhense. Segundo o edital, além de administrar os espaços, as empresas poderão também outorgar contratos de concessão de uso para exploração comercial e/ou visual de propaganda em locais próprios. Os cinco terminais foram distribuídos de acordo com os lotes vencidos durante a licitação e cada empresa ou consórcio vencedor terá de realizar a gestão e manutenção dos locais pelo período da concessão, que é de 20 anos. Os concessionários agora têm a responsabilidade de fornecer mão de obra e insumos necessários à operação e segurança, manutenção, conservação, limpeza e reformas prediais que assegurem o pleno funcionamento dos terminais.
Como obrigações, serão de responsabilidade dos concessionários fiscalizar, controlar e disciplinar a operação das linhas integradas nas áreas dos terminais, executar o serviço de limpeza, conservação, manutenção, segurança patrimonial e reforma e também implantar e manter a sinalização dos espaços, tudo com vias de garantir a regularidade do atendimento, a segurança e o conforto dos usuários. À Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), cabe apenas a responsabilidade no que diz respeito aos serviços de transporte.

Números
168
linhas de ônibus compõem o Sistema de Transporte Coletivo de São Luís
5 terminais de integração atendem aos usuários

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