Cidades | Denúncia

Funcionários do Socorrão II reclamam de salários atrasados

Trabalhadores contratados pela Prefeitura de São Luís relatam não cumprimento de leis e ameaças de demissões
OESTADOMA.COM02/03/2017 às 16h58
Funcionários do Socorrão II reclamam de salários atrasados Funcionários trabalham na UTI da unidade de saúde, que fica na Cidade Operária (De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS – Funcionários com contratos temporários afirmam que estão dois meses sem receber salários no Socorrão II (Cidade Operária) e pedem uma solução para o problema. A maioria são fisioterapeutas e técnicos em enfermagem. Eles reclamam também do não cumprimento de leis trabalhistas no contrato. Algumas destas pessoas dizem que até sem passagem para ir ao trabalho, já que o contrato, que é de R$ 800,00 não inclui auxílio transporte.

“Eles sempre pagam um mês e deixam dois em aberto. Trabalho lá há quase um ano e sempre foi assim. Técnicos e fisioterapeutas estão todos na mesma situação”, disse uma funcionária, que não quis se identificar. Segundo ela, os funcionários contratados trabalham constantemente sobre pressão.

“No ano passado nos fizemos uma paralisação e, como represália, cinco dos nossos colegas foram demitidos. Nós não podemos nos manifestar. Por isso prefiro não me identificar”, afirmou.

Outro funcionário, que também preferiu não se identificar, disse que não tem nem passagem para ir ao trabalho. “Eu não tenho mais passagem para ir ao trabalho. Estamos pagando para trabalhar em UTI, com paciente em estado grave de saúde”, desabafou.

Leis trabalhistas

Os funcionários do Socorrão II lamentam também o não cumprimento de leis trabalhistas por parte da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís, órgão responsável pela contratação do serviço.

Os trabalhadores dizem que trabalham de plantão e não recebem adicional noturno, prerrogativa prevista por lei para quem trabalha neste regime. “Eu trabalho em regime de plantão e nunca recebi meu adicional noturno. Não temos um contrato definido, é quase um serviço informal. E nós não podemos nem reclamar. Nós ganhamos apenas R$ 800,00. É muito pouco”, disse a denunciante.

Eles afirmam que nem o adicional de insalubridade, já que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), eles estão recebendo. Este acréscimo no salário é dado quando o tipo de trabalho oferece riscos para a saúde.

A equipe de OEstadoMA.com entrou em contato com a Prefeitura de São Luís para ter um posicional formal, mas, até o momento, não obteve resposta.

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