Cidades | Problemas

Com atendimento reduzido e sem água, centro de saúde é alvo de reclamações

Muitos afirmam que vão ao local e não recebem o que precisam; falta de água atinge unidade desde a semana passada, e baldes foram colocados em salas
31/01/2017
Com atendimento reduzido e sem água, centro de saúde é alvo de reclamaçõesBalde com água em sala de atendimento garante limpeza das mãos (Flora Dolores / O ESTADO)

SÃO LUÍS - São várias consultas marcadas diariamente, fora vacinas, curativos, laboratório e atendimento na unidade do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), no Centro de Saúde Paulo Ramos, unidade localizada na Rua do Passeio, centro de São Luís. Porém, desde a quinta-feira, dia 26, a unidade está sem abastecimento d’água, o que está prejudicando todo o atendimento à população. Pacientes que foram ontem ao local em busca de atendimento saíram reclamando, porque tiveram de voltar para casa sem o serviço que foram buscar.

O Centro de Saúde Paulo Ramos é um dos mais antigos de São Luís, tendo sido inaugurado ainda nos anos 1940 é referência para a população no atendimento a imunização, por isso, o número de atendimentos no local é sempre ele­vado.

Mas ontem Ana Maria Leite, que foi com os três filhos até o posto de vacinação da unidade, não saiu de lá satisfeita. Ela chegou ao local às 11h, mas não conseguiu vacinar os filhos. É que o atendimento no período matutino havia sido encerrado mais cedo e só retornaria às 14h. “Vim vacinar meus filhos porque vamos viajar. Pediram para eu voltar à tarde, mas a gente viaja 14h. Vamos sem vacina mesmo”, conta a dona de casa.

O atendimento foi encerrado mais cedo porque apenas uma enfermeira estava fazendo a triagem dos pacientes antes de encaminhá-los para a vacinação. Então, quem chegou depois das 11h era orientado a voltar à tarde ou no outro dia.

Sem água
Mas a falta de pessoal não era o único problema na unidade na manhã de ontem. A de água era a principal reclamação de pacientes e funcionários. Segundo um profissional de saúde, que não quis se identificar temendo represálias, o abastecimento está comprometido desde a semana passada, e desde a quinta-feira, dia 26, quando as torneiras são abertas, nem uma gota de água cai na pia.

Para conseguir trabalhar, os funcionários que precisam higienizar as mãos a cada atendimento colocam baldes cheios de água em seus setores. Só que a solução acaba trazendo novos problemas e preocupações. Uma delas é falta de praticidade de ter que se abaixar sem­­pre que for necessário pegar água. A segurança do local acaba ficando comprometida, já que o chão nos arredores dos baldes fica sempre molhado. Além disso, há o medo de que os baldes se tornem criadouros do mosquito Aedes aegypti, caso o problema não seja resolvido logo.

Ainda de acordo com funcionários da unidade, a direção do centro de saúde já foi informada do problema, mas ainda não to­mou providências a respeito. A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que o abastecimento de água no Centro de Saúde Paulo Ramos está sendo garantido por meio de carros-pipas e que o atendimento está ocorrendo normalmente.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© 2019 - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte