Cidades | Início das chuvas

Com início das chuvas, combate ao mosquito Aedes aegypti é intensificado

Agentes de endemias fazem visitas a residências no Centro; em 2016, São Luís teve crescimento de 134,4% nos registros de casos de dengue
21/12/2016
Com início das chuvas, combate ao mosquito Aedes aegypti é intensificadoAgentes de combate a endemias durante visitas às casas no Centro (Biné Morais / O ESTADO)

As primeiras chuvas que caíram em São Luís no último fim de semana e indicam a chegada o período chuvoso 2017 acenderam o alerta da população e das autoridades de saúde para a importância de intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. Ontem, na região central de São Luís, agentes de combate a endemias faziam visitas às residências e orientavam os moradores quanto às formas de prevenir que o mosquito se prolifere.

Dados da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostram a situação da capital quanto aos casos de dengue, zika vírus e chikungunya e a infestação pelo mosquito. O ano de 2016 teve crescimento de 134,4% no total de casos de dengue em São Luís. Entretanto, a cidade está classificada como satisfatória segundo o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que serve de base para medir o índice de infestação, que é a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti nas moradias.

O Aedes aegypti se proliferou porque nós, cidadãos, deixamos. Se cada um de nós fizer sua parte e eliminar possíveis criadouros, conseguiremos diminuir este problema"Isabel Cristina Pinheiro, agente de controle de endemias
Os dados foram apresentados no dia 2 deste mês, quando do lançamento da campanha nacional de combate ao mosquito. Este ano, a campanha traz como foco “Sexta sem mosquito” e em toda sexta-feira deverá ocorrer um mutirão nacional para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Mutirões serão realizados em órgãos públicos e estatais, unidades de saúde, escolas, residências, canteiros de obras e outros locais, marcando a intensificação das ações de combate e, consequentemente, impedindo a proliferação do mosquito.

A ideia é que, a partir do dia de mobilização, todas as sextas-feiras sejam dedicadas para verificação de possíveis focos, incentivando todos os segmentos da sociedade a fazer a sua parte. A nova campanha chama a atenção para as consequências das doenças causadas pela chikungunya, zika e dengue, além da importância de eliminar os focos do Aedes.

Ações

As ações serão articuladas pelo Governo do Estado, mas realizadas pelas Prefeituras. Em São Luís, agentes de controle de endemias estão intensificando as visitas às residências em busca de focos do mosquito. Ontem, a equipe coordenada por Isabel Cristina Pinheiro verificou residências na área do centro da capital. Na Rua Álvares Cabral, no Codozinho, em nenhuma das casas visitadas foram encontrados focos do mosquito. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 70% dos focos do mosquito ainda estão nas residências.

A busca pelos focos e possíveis criadouros é apenas uma das atividades desenvolvidas pelos agentes. “Quando chegamos a uma residência, explicamos ao morador o porquê da nossa visita. Quando ele nos permite entrar, verificamos todos os reservatórios de água que ele tenha em casa e que possam se tornar criadouros. Analisamos se há a presença de larvas, colocamos larvicidas nos tanques e caixas d’água e passamos orientações quanto ao descarte de qualquer tipo de recipiente que possa se tornar um criadouro e outras informações para que a casa dele esteja livre no mosquito”, informou.

Entretanto, a agente de controle de endemias informou ainda que, sobretudo na região central da cidade, um dos maiores obstáculos ao combate ao mosquito é presença de imóveis fechados ou abandonados. “Muitos moradores reclamam para a gente sobre as casas abandonadas no seu bairro ou na sua rua. Temos percebido que as pessoas estão preocupadas com a proliferação do mosquito. Elas não nos impedem de entrar em suas casas, mas os imóveis abandonados podem esconder muitos criadouros e isto é um problema”, afirmou.

Saiba Mais

No Maranhão, 54 municípios são prioritários para o combate ao mosquito e São Luís aparece na 36º posição com índice de insatisfação 0,9. Na capital, o distrito Tirirical, que reúne bairros populosos como Cidade Operária, Cidade Olímpica e outros da região. Atualmente, no Brasil, circulam quatro tipos diferentes do vírus da dengue, um da chikungunya e um do zika vírus.

Principais tipos de criadouro

Certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente tampados;

Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que pode gerar acúmulo de água nas calhas;

Guardar pneus em locais cobertos;

Guardar garrafas com a boca virada para baixo;

Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos escoamentos de água;

Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras;

Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal;

Retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias;

Guardar baldes com a boca virada para baixo;

Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos;

Manter limpas as piscinas;

Guardar ou jogar no lixo os objetos que pode acumular água: tampas de garrafa, folhas secas, brinquedos;

Como eliminar os focos

Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;

Jogar as larvas na terra ou no chão seco;

Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida;

Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

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