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Mãe relata desespero ao quase ter filho raptado por homem, dentro de um supermercado de SL

Radialista quase teve o filho de pouco mais de 1 ano levado de dentro de estabelecimento localizado no bairro Cohatrac, em São Luís
Poliana Ribeiro, de O Estadoma.com06/12/2016 às 11h04
Mãe relata desespero ao quase ter filho raptado por homem, dentro de um supermercado de SL

Um segundo. Às vezes é o tempo que basta para que uma pessoa mal intencionada consiga pegar uma criança e levá-la para longe dos pais. Nos Estados Unidos, um vídeo, que foi bastante compartilhado, mostra o exato momento em que uma mãe quase tem seu bebê levado de dentro do carrinho de supermercado. A criança estava em uma cadeirinha, quando um homem aproveitou que a mulher estava escolhendo um produto para pegar o bebê. Se não fosse o cinto ao qual o bebê estava preso, poderia ter sido mais um caso de rapto em local de grande movimentação. A radialista Val Monteiro passou por situação semelhante há alguns dias, dentro de um supermercado localizado no Cohatrac.

"Eu estava abaixada, escolhendo um produto, e minha mãe estava com meu filho no colo. Como ele estava muito agitado, com calor, ela colocou ele um pouco no chão. No instante em que ela virou para falar comigo, um homem pegou o meu filho. Ele o agarrou e ia sair com ele. Na mesma hora, eu e minha mãe fomos pegá-lo. Ele não queria soltar. Quando finalmente conseguimos pegar a criança de volta, ele sumiu. Foi um susto muito grande. Tanto que, fiquei tão desnorteada, acabei nem falando com a gerência, até pra ver nas câmeras de segurança se olhava esse homem", relata Val Monteiro.

Segundo Val Monteiro, ela já tinha percebido a presença do homem, que não tinha cesta nem carrinho de compras e apenas andava pelos corredores do supermercado. "Eu já tinha olhado ele. Alguma coisa nele me incomodou. Ele sempre estava muito próximo. Depois do ocorrido é que eu fui raciocinar. O cara não tinha uma sacola, não estava fazendo compra nenhuma. Eu ia para um lugar e olhava aquele senhor. Ia pegar outra coisa, esse cara estava", relembra.

A radialista quis falar sobre o ocorrido para alertar outros pais em relação aos seus filhos. "Você percebe que nesses lugares, supermercado, caixa eletrônico, lugares com fila, que a gente está com a criança e de repente vai ter que dar atenção, por um segundo, a alguma coisa, essas pessoas estão antenadas, estão muito próximas. Foi tudo muito rápido. Minha mãe soltou ele um pouquinho e virou o rosto rapidamente para falar comigo. Foi quando ele pegou o meu filho", detalha. "Foi desesperador. Só de imaginar que esse cara carregou meu filho, que poderia ter levado ele, ter feito mal a ele...", completa, angustiada.

Segurança

A situação vivida por Val Monteiro foi muito semelhante a outro caso ocorrido nos Estados Unidos, quando uma mãe, com um bebê no colo, está em uma fila e a filha dela, de 4 anos, está perto da porta da loja, que está aberta. É nesse momento que um homem puxa a criança. A mãe saiu correndo atrás do suspeito e conseguiu reaver a filha (veja o vídeo aqui). Outra situação semelhante ocorreu em São Paulo e também teve bastante repercussão. A família estava aproveitando o domingo na Avenida Paulista, quando a criança de 5 anos pediu para ir a uma banca de jornal. A mãe pediu que o filho avisasse ao pai, que estava a poucos metros dos dois. Quando a criança seguia na direção do pai, um homem o pegou pela mão e saiu andando com ele. Por sorte, o pai, que filmava uma banda que se apresentava no local, percebeu a ação e resgatou o filho.

Especialistas em segurança são unânimes em afirmar que os cuidados com as crianças em locais públicos devem ser sempre redobrados. Mesmo lugares aparentemente seguros, como shopping centers, podem ser o cenário perfeito para que sequestradores atuem. Confira algumas dicas:

- Nunca perca a criança de vista, mesmo que por instantes. Em geral, os sequestradores aproveitam esses momentos para agir;

- Desconfie de pessoas que estejam em lojas ou supermercados, mas não aparentam estar interessadas nos produtos, pois não exibem sacolas de compras ou carrinhos de supermercados;

- Se estiver com mais de uma criança, é válido que saia com um outro adulto para conseguir não perder nenhuma das crianças de vista;

- Por causa do grande fluxo de pessoas nas lojas nesta época do ano, se for fazer compras, é preferível deixar as crianças em casa ou sob a supervisão de alguém de sua confiança;

- Toda criança deve saber seu endereço, telefone, nome dos pais, ou responsáveis; no caso de crianças menores, vale também colocar uma pulserinha ou escrever o endereço na roupa dos seus filhos

- Ensine seus filhos a não aceitarem nada de estranhos nem darem atenção a eles.

- Fale aos filhos que não aceitem convites de estranhos para entrarem em carros, ir à praia, entrar em casas, terrenos ou garagens, mesmo que ofereçam doces, sorvetes, chocolates ou refrigerantes. Esse é um recurso muito usado por pedófilos, maníacos, sequestradores e tarados. Oriente-os a gritarem muito por socorro e chamarem a polícia.

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