Polícia | Criminalidade

642 assassinatos ocorreram em 11 meses na Ilha de São Luís

Maioria dos casos aconteceram na capital, que teve 462 assassinatos de janeiro a novembro deste ano; a Cidade Olímpica é o bairro com maior quantidade de registros – 19 ao todo; grande parte dos crimes está ligado ao tráfico de drogas e rixa entre facções
Ismael Araújo / Da equipe de O Estado03/12/2016
642 assassinatos ocorreram em 11 meses na Ilha de São LuísJonatas Santos foi um dos casos de homicídios dolosos ocorridos na Cidade Olímpica neste ano (Divulgação)

Na Região Metropolitana de São Luís correram 642 homicídios dolosos entre os meses de janeiro a novembro deste ano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A maior parte deles ocorreram na capital, com 462 casos, e o bairro em que mais teve esse tipo de ocorrência foi a Cidade Olímpica, um total de 19 assassinatos. A área do Coroadinho foi considerada a segunda em número de maior registros - 16 no total, enquanto, Anil e Vila Embratel estão na terceira posição, com 14 mortes cada um.

Os meses de fevereiro e julho foi o período do ano em que mais ocorreram casos de homicídios dolosos na capital - 53 casos em cada mês. Em março, agosto e outubro, o ocorreram 46 em cada mês; janeiro, 42; novembro, 39; setembro, 35; junho, 33; e abril foi o mês com o menor número de ocorrência desse tipo de crime, com 32 assassinatos.

As outras cidades que compõem a Ilha também tiveram alto registro de homicídios dolosos no decorrer destes 11 meses de 2016: São José de Ribamar, 115 casos; Paço do Lumiar, 50 assassinatos; e Raposa, com 15 mortes. A vítima mais recente em Paço foi Mailson Carlos Ferreira Brito, de 27 anos, morto a golpes de faca por homens não identificados na Vila Pirâmide, no dia 4 de novembro. Até sexta-feira, 2, a polícia ainda não tinha prendido os acusados. Esse crime está sendo investigado pela equipe da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP).

Violência

A Cidade Olímpica é um dos 302 bairros de São Luís, com cerca de 140 mil moradores. Essa localidade sofre com a falta de segurança e fica próxima Cidade Operária, Jardim Tropical e Vila São José, bairros onde é forte o comércio de drogas e ações cometidas por integrantes de facções criminosas.

Neste ano, 19 homicídios dolosos ocorreram na Cidade Olímpica. Dados da SSP de junho e agosto mostrara que estes meses foram os que tiveram maior registro de assassinatos, um total de 4 casos em cada mês. Em outubro, houve três casos; fevereiro, dois; enquanto, janeiro, março, abril, maio, julho e setembro, o registro foi de apenas um caso em cada mês.

Para o delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), Marcos Affonso Júnior, a maioria desses assassinatos têm ligação com o tráfico de entorpecentes e rixa entre facções criminosas. “As facções criminosas, na maioria das vezes, brigam entre si com o objetivo de conquistarem novos espaços para vender droga”, declarou o delegado.

O número de homicídios dolosos também é alto na área do Coroadinho. Foram 16 casos em 11 meses e a polícia registrou somente no mês de março, sete casos. Todos estes crimes foram cometidos com arma de fogo e tiveram como vítimas Wallas da Silva Alves, de 27 anos; José Domingos dos Santos Silva Júnior, de 20 anos; Wagner Franco, de 29 anos; Celson de Jesus Pacheco, de 28 anos; Edson Luan de Souza Nascimento, de 20 anos; Werken Jarlison Brito Amorim, de 34 anos; e Bruno Rodrigues Martins, de 20 anos.

Outros bairros com registros de assassinatos foram o Centro, Jardim Tropical, Bairro de Fátima, São Cristóvão e Aurora. Um total de 13 casos em cada um. Na Liberdade, o registro foi de 12 assassinatos; na Divinéia, 11 mortes e na área do Turu, considerada como de classe média, 10 homicídios dolosos.

Veja o mapa dos homicídios em oestadoma.com )

Saiba mais

Na última sexta-feira, um homem, identificado como Galego, foi baleado por homens, não identificados, em São José de Ribamar. A vítima foi levada com vida para o hospital da cidade e devido à gravidade do ferimento, chegou a ser transferido para o Hospital Municipal Doutor Clementino Moura, Socorrão II, na I Cidade Operária, mas morreu antes de ser submetido a uma cirurgia.

Números

642 homicídios dolosos entre os meses de janeiro e novembro deste ano na Ilha

462 assassinatos foram registrados somente na capital em 11 meses deste ano

Mais

Bairros com maior número de homicídios doloso de janeiro a novembro deste ano

Cidade Olímpica: 19 casos

Coroadinho: 16 casos

Anil: 14 casos

Vila Embratel: 14 casos

Centro: 13 casos

São Cristóvão: 13 casos

Bairro de Fátima: 13 casos

Aurora: 13 casos

Liberdade: 12 casos

Divinéia: 11 casos

Turu: 10 casos

Fonte: Secretaria de Segurança Pública (SSP)

OLHO

“As facções criminosas, na maioria das vezes, brigam entre si com o objetivo de conquistarem novos espaços para vender drogas”.

Marcos Affonso Júnior – delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP)

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