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Em três dias, pontos que eram impróprios ficam aptos para banho

Rapidez na mudança do laudo, que há três dias considerava inapropriados para banho 19 pontos de praia da Ilha, chama atenção; informe está no relatório da Sema
03/09/2016
Em três dias, pontos  que eram impróprios ficam aptos para banhoLiberado para banho, trecho de praia mantém placa de impróprio (De Jesus / O ESTADO)

Chama atenção que, em apenas três dias, pontos que eram considerados impróprios para o banho ao longo da orla da Região Metropolitana de São Luís, tenham ficado aptos para receber banhistas. Pelo menos é o que mostraram os laudos divulgados recentemente pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).

No dia 26 de agosto, a secretaria divulgou um laudo que atestou as condições de balneabilidade das praias. Dos 21 pontos analisados ao longo das praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Olho d’Água, do Meio e Araçagi, 19 foram considerados impróprios e dois foram classificados como próprios.

Os trechos em que era permitido o banho localizavam-se nas praias de São Marcos e Araçagi. Ainda de acordo com a Sema, a análise referente a essas condições de balneabilidade remete ao período compreendido de 12 a 21 de agosto. O laudo acompanhava os mesmos resultados que já vinham sendo apresentados nos últimos meses, sem mudança.

Mudança
No entanto, no dia 29, ou seja, apenas três dias depois, a Sema divulgou novo relatório sobre as condições de balneabilidade das praias, atestando uma situação completamente contrária. Os trechos que eram impróprios para o banho repentinamente ficaram aptos para receber banhistas.

Conforme o relatório, dos 21 trechos analisados ao longo da orla, 19 foram considerados como próprios e apenas dois como impróprios para banhos, esse últimos localizados nas praias da Ponta d’Areia e Olho d’Água.

Desde o ano de 2012, a Sema divulga periodicamente o laudo sobre as condições de balneabilidade das praias da região metropolitana. Ao longo de todo esse período, em nenhum momento as condições de balneabilidade tiveram modificações tão significativas como aconteceu dessa vez.

O Ministério Público Federal (MPF) também foi procurado, uma vez que a Sema passou a divulgar as condições de balneabilidade das praias após uma ação movida na Justiça pelo órgão, mas também ninguém foi encontrado para tratar do assunto.

Em nota, a a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informou apenas que houve mudanças no planejamento das ações de coleta e monitoramento das águas das praias de São Luís e São José de Ribamar. Sendo assim, as coletas passam a ser feitas, além do sábado e domingo, também na quarta-feira. O objetivo é tornar os resultados mais próximos possível da realidade, diminuindo, assim, o intervalo entre a coleta e a divulgação.

SAIBA MAIS

A Sema passou a divulgar os laudos com as condições de balneabilidade das praias após Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) do Maranhão obrigando a secretaria a difundir amplamente as condições de banho nas praias de São Luís, Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar, incluindo a fixação de placas em trechos impróprios para banho. Em abril de 2012, a Justiça Federal acolheu o pedido do MPF, determinando que a Sema divulgasse as condições de balneabilidade das praias e interditasse todos os trechos onde houvesse lançamento direto de esgotos. Em 2012, as praias da Região Metropolitana de São Luís passaram quase 200 dias interditadas pela Sema após a divulgação de um laudo, no dia 25 de março daquele ano, segundo o qual toda a orla estava imprópria para banho. A liberação ocorreu apenas em 11 de outubro, após a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) executar obras de melhoria do sistema de esgotamento sanitário de São Luís.

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