Geral | PREVENÇÃO

Dia H da saúde do homem acontece em São Luís

Projeto desenvolvido pela Fundação Josué Montello busca promover o conhecimento e incentivar a busca pelo atendimento de nível primário
27/08/2016 às 14h01
Dia H da saúde do homem acontece em São LuísHomem recebe atendimento (Flora Dolores / O ESTADO)

SÃO LUÍS - Os homens tendem a cuidar menos da saúde que as mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a possibilidade de morte entre homens é 4,5 vezes maior que em mulheres com a mesma idade, isso reflete diretamente no modo como o descaso que a população masculina tem com a sua saúde. Por isso, neste sábado aconteceu o Dia H da Saúde do Homem na Unidade Integrada Estado do Pará, no bairro Liberdade, que recebeu profissionais de diversas áreas da saúde para prestar atendimento preventivo aos homens da comunidade.

A proposta é despertar no homem a necessidade de cuidados com a saúde. Isso está relacionado diretamente à falta de educação e às resistências e estereótipos criados que impedem que o homem se reconheça com algum tipo de enfermidade. O objetivo do Dia H é promover o conhecimento e incentivar a busca pelo atendimento de nível primário.

Quem foi ao Dia H pôde verificar sua pressão arterial, fazer testes de glicemia, testes rápidos de HIV, hepatites e sífilis, além de assistir a palestras educativas com temas sobre alimentação saudável, tabagismo, doenças cardíacas e câncer de pênis. No local, três médicos atenderam ao público do projeto. Vacinas contra gripe, febre amarela e antitetânica também serão ofertadas. Este ano, também foi disponibilizada uma farmácia básica para que os homens já saíssem de lá com medicamentos para iniciar seu tratamento.

Entre os homens atendidos estava José Carlos do Nascimento que há quase dois anos não procurava um médico. “A gente fica nessa de se ocupar só com o trabalho, com as coisas de casa e acaba esquecendo da saúde. A médica que me atendeu aqui disse que minha glicemia está um pouco alta. Agora vou ter que correr atrás desse prejuízo, contou.

Mas não foram apenas os homens que foram atendidos pelo projeto. Muitas mulheres que foram acompanhar seus maridos ou pais acabaram aproveitando para verificar como estão de saúde. Como todo o atendimento prestado é gratuito, a comunidade acabou aproveitando para evitar a longa espera nos hospitais da rede pública. Em 2015, cerca de 20% de todos os atendimentos prestados foram a mulheres.

Gisele Padilha, coordenadora de Projetos Sociais da Fundação Josué Montello, realizadora do Dia H, explicou que a ação acontece na Liberdade porque o bairro já recebe outros projetos da fundação. “Nós realizamos aqui o projeto Biti Orum e no primeiro ano o Dia H era voltado para os pais das crianças e adolescentes atendidos pelo projeto. Mas a comunidade aderiu de forma massiva à ação, então, ampliamos e hoje atendemos a todos os homens da comunidade”, disse.

Histórico

Na última edição do evento, cerca de 150 homens na faixa etária entre 18 e 70 anos foram atendidos. Foram realizados mais de 400 procedimentos durante as 4 horas do evento. Dentre os serviços mais procurados, o atendimento médico superou os demais números. Curiosamente, mesmo a ação sendo voltada para o público masculino, várias mulheres também compareceram ao local acompanhadas de seus parceiros e também em busca de atendimento.

O Dia H da Saúde do Homem é promovido pela Fundação Josué Montello, por meio do projeto social Biti Orum, desenvolvido com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social do bairro Liberdade e tem como parceiras as secretarias municipal e estadual de Saúde, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Corpo de Bombeiros, Fórum de Religiões de Matriz Africana, Associações Culturais e o Conselho Cultural da Liberdade.

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