Polícia | Estelionato

Seic apresenta integrantes de quadrilha que aplicava golpes pelo WhatsApp

Com ajuda de funcionário de uma operadora, criminosos acessavam contas e pediam dinheiro em nome de usuários
OESTADOMA.COM25/07/2016 às 17h39

SÃO LUÍS – Na última sexta-feira (22), a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e a Delegacia Fazendária (Defaz), prendeu, em flagrante delito, quatro integrantes de uma associação criminosa que invadia contas do WhatsApp para extorquir pessoas. A quadrilha foi apresentada na sede da Seic nesta segunda-feira (25).

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Integrantes da quadrilha foram presos na última sexta (22).

Foram presos: Wanderson Sousa Soeiro, 25 anos, que é funcionário da operadora Vivo; Robert Wagner Silva Serra, 31 anos, o qual recebia, de Wanderson, dados das contas de usuários de todo o Brasil para fazer o golpe; Paulo Heitor Campos Pinheiro, 30 anos, e Randerson dos Santos Castro, 25 anos, conhecido como “Beiço”. Ambos forneciam as contas bancárias para que o dinheiro fosse depositado. Além das prisões, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 em posse de Paulo Heitor.

Arma apreendida.

Segundo a Seic, o funcionário da Vivo habilitava os números de pessoas para que os bandidos invadissem suas contas no aplicativo. Com a conta do WhatsApp, a quadrilha pedia dinheiro emprestado, por meio dos grupos e contatos das pessoas. Os valores eram depositados em contas de terceiros.

Ainda de acordo com a polícia, o grupo criminoso ia a um banco 24 horas sacar o dinheiro e, quando já tinha chegado ao limite de saque, se dirigia aos postos de gasolina e passava o cartão em débito dando uma porcentagem ao frentista, sem, contudo, realizar o abastecimento.

Em entrevista à rádio Mirante AM, o delegado-geral do Maranhão, Lawrence Melo, falou sobre a ação dos criminosos no Estado.

Nota à Imprensa

A Vivo informa que está prestando todas as informações solicitadas pelas autoridades competentes em relação ao caso do funcionário terceirizado de uma revenda da empresa mencionado pela reportagem.

Ouça a entrevista completa:

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