Polícia | Em Pedrinhas

Polícia apreende suspeito de matar adolescente em Pedrinhas

Um adolescente de 17 anos é apontado pela polícia como um dos suspeitos de ter atirado contra Isaac Silva Nascimento nessa sexta-feira (3)
Leandro Santos / O Estado04/06/2016 às 11h30
Polícia apreende suspeito de matar adolescente em PedrinhasA apreensão do jovem, de 17 anos de idade, foi realizada pelo Grupo Tático Móvel (GTM) do 21º Batalhão de Polícia Militar (21º BPM) por volta de 23h de sexta-feira (3). (Divulgação/PM-MA)

SÃO LUÍS - A polícia apreendeu, na noite dessa sexta-feira (3), um jovem suspeito de ter matado o adolescente Isaac Silva Nascimento, de 16 anos de idade, que morreu baleado enquanto estava em uma motocicleta a caminho da igreja, no bairro Pedrinhas, em São Luís. Por causa desse crime, a comunidade da região, revoltada, interditou a Estrada de Ferro Carajás, na altura do km 14 da BR-135.

Entenda o caso: Adolescente é assassinado a caminho da igreja, na entrada do bairro de Pedrinhas

A apreensão do jovem, de 17 anos de idade, foi realizada pelo Grupo Tático Móvel (GTM) do 21º Batalhão de Polícia Militar (21º BPM) por volta de 23h de sexta-feira. De acordo com o coronel Egídio Soares, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Área III (CPAM III), após o registro do homicídio de Isaac Silva, os policiais realizaram algumas incursões pela região e conseguiram localizar e apreender o suspeito de ter praticado o delito.

Após consulta no Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), foi constatado que o jovem já tem passagem pela delegacia por alguns delitos. Após a apreensão, o adolescente foi conduzido para o Plantão de Polícia Civil da Cidade Operária para as devidas providências.

Os polícias ainda estão à procura da outra pessoa que também participou da morte de Isaac Silva. No relatório do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) da Secretaria de Segurança Pública, a morte do jovem está descrita como latrocínio (roubo seguido de morte).

A polícia acredita ainda que o menor tem participação no latrocínio da bailarina Ana Lúcia Duarte Silva, que aconteceu no dia 26 de março, na BR-135, mas o caso ainda está sendo investigado. Participaram da operação o sargento Carvalho, soldado Passos Filho e a soldado Samila Costa, do 21º BPM, com o apoio de homens da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Crime

De acordo com a polícia, o crime contra Isaac Silva foi registrado por volta de 20h. Ele estava na garupa de uma motocicleta quando foi atingido por dois tiros na costa durante uma tentativa de assalto. O jovem era músico e estava à caminho da igreja. Após o delito, os criminosos fugiram.

Por causa do delito, os moradores da região, revoltados, bloquearam a ferrovia da mineradora Vale logo após o crime. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) teve de ser chamada para desbloquear a via, que aconteceu apenas na madrugada.

Por meio de nota, a Vale afirmou que a Estrada de Ferro Carajás já foi liberada. No entanto, como os populares danificaram o patrimônio público e privado, as viagens do trem de passageiros deste sábado (4) e domingo (5), foram canceladas. Os passageiros que compraram bilhetes podem ir às estações e pontos de vendas para realizar remarcação ou solicitar reembolso.

Veja a nota na íntegra

A Vale informa que a Estrada de Ferro Carajás (EFC) foi liberada pelos invasores, que obstruíram a ferrovia na altura da comunidade de Pedrinhas, em São Luís. Com isso, as operações de carga estão normalizadas.

A obstrução gerou danos ao patrimônio público e privado, impedindo a viagem do trem de passageiros neste sábado e domingo, 4 e 5 de junho. Aproximadamente três mil pessoas que utilizam o serviço de transporte ferroviário deixaram de viajar.

Os passageiros que compraram bilhetes podem ir às estações e pontos de vendas para realizar remarcação ou solicitar reembolso. Mais informações podem ser obtidas por meio do Alô Ferrovias (0800 285 7000).

A empresa ressalta que o ato de impedir ou perturbar a operação ferroviária é crime previsto no Código Penal Brasileiro, e que eventuais manifestações sem qualquer relação com a Vale não podem gerar a paralisação do transporte público essencial de passageiros e cargas, por isso já adotou as medidas judiciais cabíveis.

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