Cidades | Fora da sala de aula

Escola pública suspende aula por falta de água

Atraso no pagamento da conta de água levou a empresa Odebrecht a interromper o fornecimento do líquido para a unidade escolar; dessa maneira, centenas de alunos estão sendo prejudicados
01/04/2016

Por falta de água, alunos da Unidade Integrada Erasmo Dias, no Maiobão, em Paço do Lumiar, estão sem estudar há vários dias. A empresa Odebrecht, responsável pelo abastecimento de água para o município, localizado na Região Metropolitana de São Luís, suspendeu o fornecimento do líquido, pois o Governo do Estado não efetuou o pagamento da conta.

Essa unidade escolar é uma das maiores do Maiobão. Nela, estudam mais de 600 alunos, que estão sendo prejudicados com a situação, que causa revolta nos estudantes e em seus pais, além de indignação nas pessoas que têm conhecimento do problema.

Prejuízos
Na manhã de ontem, um grupo de estudantes se dirigiu à escola, na esperança de a situação já ter si­do resolvida, mas se deparou com os portões fechados. Eles questionaram à administração sobre quando a falta d’água seria resolvida, mas a informação obtida foi de que não há prazo para normalização das aulas.

Enquanto isso, centenas de alunos estão sendo prejudicados fora das salas de aulas e não sa­bem quando a rotina de estudos será normalizada. Joquebede Oliveira, de 16 anos, está na 1ª série do ensino médio e contou que essa situação vem acontecendo há vários dias, sem que nenhuma providência até o momento te­nha sido tomada para a resolução do caso.

A situação está muito precária para todos nós. Houve semana em que apenas teve um dia de aula e outros dias, não. Hoje [ontem] nós viemos para ver se tem aula, mas não teve. Tem alunos que vêm de longe para estudar. Com isso ficamos todos prejudicados, porque estamos sem os conteúdos”Joquebede Oliveira, aluno da 1ª série do ensino médio

“A situação está muito precária para todos nós. Houve semana em que apenas teve um dia de aula e outros dias, não. Hoje [on­tem], nós viemos para ver se tem aula, mas não teve. Tem alunos que vêm de longe para estudar. Com isso, ficamos todos prejudicados, porque estamos sem os conteúdos”, relatou a estudante.

Wallisson Santos, de 16 anos, também está na 1ª série do Ensi­no Médio e reclamou dos prejuízos de ficar fora da sala de aula. “A situação fica bem difícil, pois acordamos cedo para vir à escola e, quando chegamos, a diretora afirma que está sem água. No final, nosso conhecimento fica prejudicado”, disse.

Reincidência
Uma das funcionárias da escola confirmou a O Estado que não era a primeira vez que a escola suspendia as atividades por causa da interrupção do fornecimento de água. A diretora foi procurada pela reportagem para se pronun­ciar sobre o caso, mas a informação recebida foi a de que ela ha­via ido à Secretaria Estadual de Educação (Seduc), na tentativa de solucionar o problema.

No fim da manhã, o Governo do Estado foi procurado e, em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que está tomando todas as providências para restabelecer o fornecimento de água e retorno imedia­to das aulas no Centro de Ensino Erasmo Dias, no Maiobão (Paço do Lumiar).

Alunos ficam sem aula por falta de professores

Enquanto os alunos da Unidade Integrada Erasmo Dias estão sem aula por falta de água no prédio da escola, os estudantes da Unidade Integrada Domingos Vieira Filho, também no Maiobão, estão sendo prejudicados pela falta de professores.

Conforme denunciaram os estudantes, a ausência dos professores está acontecendo em todas as séries, mas a situação é mais crítica na 3ª série do ensino médio. Disciplinas como português, literatura e redação, por exemplo, não estão sendo oferecidas.

“Nós estamos sendo lesados com essa situação. Nós vamos fazer o vestibular e estamos sem algumas disciplinas que são importantes”, disse Franciélio Alves, de 18 anos, estudante da 3ª série do ensino médio. Ele alegou também que os estudantes não estão frequentando os laboratórios de informática e química porque também faltam professores para essas atividades.

O Governo do Estado foi procurado pela reportagem para se posicionar sobre a situação e, em nota, a Seduc informou que os no­vos docentes, aprovados recentemente no concurso público realizado pelo Governo do Estado, já se encontram em processo de lotação para preenchimento das vagas na unidade escolar, garantindo a qualidade do ensino.

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