Desrespeito

Subprefeito de São Luís denuncia ato de vandalismo no Centro Histórico de Capital

Motorista derrubou pilar ao tentar entrar com carro em local proibido por Decreto Estadual desde 1988

O Estado Online

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h52
Estrutura ficou bastante danificada com o ato de desrespeito
Estrutura ficou bastante danificada com o ato de desrespeito (Cabeça de frade )

SÃO LUÍS - O subprefeito de São Luís, Fábio Henrique Farias de Carvalho, denunciou em uma rede social um ato de vandalismo no Centro Histórico da capital. Ele postou uma foto de dois pilares, conhecidos popularmente como cabeça de frade, completamente destruídos por algum motorista que tentou entrar com veículo em área restrita para automóveis. Um cabo de aço foi colocado entre as duas estruturas para evitar o acesso, mas, mesmo assim, o condutor tentou furar o bloqueio. Vários internautas se comoveram com a cena e fizeram duras críticas a depredação do patrimônio histórico.

O Decreto Estadual nº 11013/88 proíbe a circulação de carros na área tombada, mas muitos motoristas insistem em descumprir a determinação. Com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Ministério Público Federal do Maranhão (MPF-MA) chegou a acionar a Prefeitura de São Luís em 2012 para tentar coibis a prática. Na época, uma reunião com a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) chegou a ser feita e agentes ficaram responsáveis pela fiscalização e instalações de correntes nas entradas das ruas.

“No ano de 2015 já coloquei várias correntes para proibir a entrada, mas, infelizmente, algumas pessoas quebram as correntes. Dessa vez, coloquei um cabo de aço e como não conseguiram quebrar o Cabo de Aço, derrubaram um Pilar para poder ter acesso a Praia Grande”, escreveu o subprefeito.

Em tom mais áspero, Fábio chega a fazer um desabafo: “O ato animalesco é apenas mais um, diante de pessoas que quebram bancos e luminárias, param carros em cima de calçadas, arrancam lixeiras e plantas, dentre outros casos”, asseverou ele, lembrando que dinheiro público será usado para fazer os reparos dos danos.

“Os responsáveis precisam ser identificados! Câmeras de videomonitoramento - pública e privada - deram pistas?”, questionou um dos internautas. “

É o cúmulo da estupidez animalesca”, completou outro.

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