Religiosidade

Fiéis reverenciam Nossa Senhora da Conceição durante missa

Missa campal que encerrou festejo aconteceu na Praça Maria Aragão; depois da celebração, imagem da santa seguiu até o santuário, no Monte Castelo

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h52
Imagem de Nossa Senhora da Conceição é levada ao altar
Imagem de Nossa Senhora da Conceição é levada ao altar

A pequena Laura Müller, de 2 anos, com sua auréola e asas angelicais se perdia na multidão de milhares de pessoas que tomava conta da Praça Maria Aragão no fim da tarde de ontem. Mas seus pais tinham certeza de que Nossa Senhora da Conceição, motivo da presença desta multidão no local, tinha um olhar especial para a menina.

A data de ontem, 8 de dezembro, é celebrada por católicos de todo o mundo em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, e em São Luís, há 211 anos, é realizado aquele que é considerado o maior festejo mariano do estado. Este ano, a data coincidiu com a abertura do Ano Santo da Misericórdia e do Jubileu da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, no Vaticano.

A festa começou às 5h, com uma alvorada no Santuário do Monte Castelo, com queima de fogos e diversas missas e batizados foram realizados no decorrer do dia, até que às 15h a multidão começou a se aglomerar na praça, para a reza do Rosário, que precedeu a grande missa campal, às 17h.

Era dessa missa que Laura e sua família participavam. De acordo com a mãe da menina, Hedilene Marques, de 31 anos, ela teve uma gravidez complicada e o bebê corria riscos. Foi aí que entrou Sebastiana de Jesus, de 56 anos, sogra de Hedilene e avó de Laura. Devota de Nossa Senhora da Conceição, ela fez a promessa de que a menina participaria da procissão vestida de anjo, caso nascesse com saúde. Laura veio ao mundo chorando e muito saudável, e ontem, toda a família estava na Praça Maria Aragão para cumprir a promessa. “Se der, vamos vir todos os anos”, afirmou Hedilene Marques.

Junto à Laura, milhares de outras pessoas cumpriam promessas - vestidas de anjos, carregando imagens - ou apenas para expressar sua fé à Maria. O padre Arnaldo Menezes de Passos, pároco do Santuário do Monte Castelo, ressaltou que a devoção mariana é forte no mundo todo e que isso não tem uma explicação humana, mas é um fator puramente espiritual. Por isso, milhares de pessoas se reúnem todos os anos nesta festa.

Dom Belisário da Silva, arcebispo metropolitano de São Luís, celebrou a missa e relembrou que este ano a festa coincidiu com o Ano Santo da Misericórdia. “O Ano Santo nos lembra que Deus é Misericórdia”, frisou o bispo.

O ponto alto da missa foi a chegada da imagem de Nossa Senhora da Conceição, acolhida no local de culto no meio da multidão com cânticos e palavras de louvação. Finalizada essa etapa, todos saíram em procissão, com destino ao Santuário do Monte Castelo, em uma caminhada que estava prevista para se encerrar somente depois das 22h.

Criança vestida de anjo presta homenagem
Criança vestida de anjo presta homenagem

Ano da Misericórdia
“Sede misericordiosos como o Pai”. Este será o lema do Ano da Misericórdia que teve início ontem e termina em novembro de 2016. O Ano extraordinário foi convocado pelo Papa Francisco durante celebração da penitência, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A iniciativa do papa convida os fiéis do mundo inteiro a celebrarem o Sacramento da Reconciliação. Em São Luís, o Ano Jubilar da Misericórdia terá três portas santas: uma no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, outra no Santuário de São José de Ribamar e na Catedral da Sé.

De acordo com dom Belisário, essas igrejas foram escolhidas, pois estão sempre abertas. O bispo explica que o ato de passar pela porta, conforme a convocação do Papa Francisco, é um ato simbólico de fé. “Passamos pela porta para chegar a Deus, e a porta é Jesus”, afirmou.

SAIBA MAIS
ALTAR DA IMACULADA

O primeiro altar dedicado à Imaculada Conceição em São Luís foi erguido pela Irmandade Nossa Senhora da Conceição dos Mulatos na lateral da igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Rua do Egito. Lá foi depositada a imagem esculpida em madeira vinda de Portugal, a mesma que ainda hoje é venerada no Santuário no Monte Castelo. Em 1762, os fiéis se uniram para construir uma capela, na Rua Grande, onde hoje é o edifício Caiçara. Em 1939, contrariando os protestos dos devotos, o governador Paulo Ramos ordenou a demolição do prédio. O terreno tornou-se trajeto de bondes e depois o famoso prédio. Em 1971, a nova igreja, no atual lugar, no Monte Castelo, foi finalmente inaugurada, e há sete anos atrás recebeu o título de Santuário.

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