Terrorismo

Passageiros são atacados à faca em estação de metrô em Londres

Homem aparentando ter 29 anos chegou a ferir um senhor de 56 anos, mas foi detido pela Policia Metropolitana do Reino Unido, que definiu o ataque como um ''incidente terrorista''
07/12/2015

Um homem portando uma faca atacou passageiros em uma estação de metrô a leste de Londres, no sábado, 6, supostamente gritando "isto é pela Síria", antes de a polícia usar uma arma de choque para controlá-lo, no que foi descrito pela polícia metropolitana como um "incidente terrorista".
Uma poça de sangue próxima à área das bilheterias na estação Leytonstone do metrô, cerca de seis milhas (10 km) a leste do centro de Londres, podia ser vista em postagens no Twitter que também mostram o suspeito confrontando policiais por volta das 19h.
A polícia disse que os primeiros relatos indicam que o suspeito, que se acredita ter 29 anos, também ameaçou outras pessoas. Um homem de 56 anos foi seriamente ferido, embora sem ameaça de vida, segundo a polícia. "Estamos tratando isso como um incidente terrorista", disse Richard Walton, que lidera o Comando Contraterrorista da Polícia Metropolitana de Londres, em comunicado.
Uma testemunha citada pelo jornal "The Guardian" e outros jornais britânicos disse que o responsável pelo ataque parecia dizer que o ato era uma retaliação pelos ataques do Ocidente sobre militantes do Estado Islâmico na Síria. A polícia se negou a comentar essa hipótese e não foi possível verificar sua veracidade imediatamente.
O incidente de Leytonstone guarda paralelos com o assassinato em maio de 2013 do soldado britânico Lee Rigby, que foi esfaqueado até a morte ao sul do Rio Tâmisa por dois convertidos ao islamismo.
Fotos e vídeos compartilhados em redes sociais mostram o suspeito sendo dominado por policiais e uma grande poça de sangue da vítima no chão da estação.
O Reino Unido está no segundo maior nível de alerta, "severo", significando que vê como altamente provável que o ataque seja de um militante, principalmente devido a ameaças de membros do Estado Islâmico na Síria e no Iraque que estão incentivando apoiadores a atacar o Ocidente.
Após militantes do Estado Islâmico terem chamado para si a responsabilidade por ataques que mataram 130 pessoas em Paris no último mês, o primeiro ministro britânico, David Cameron, ganhou aprovação do Legislativo para bombardear o grupo islâmico na Síria.

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