Penal

A poesia de Daniel Blume

Advogado, procurador e membro da Academia Ludovicense de Letras, Daniel Blume lança hoje, às 19h, na Oak Wine, “Penal”, seu segundo livro de poemas e o terceiro da carreira literária
02/12/2015
Daniel Blume tem três livros lançados (Daniel Blume)

O segundo livro de poesias do advogado, procurador do Estado e juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Daniel Blume, uma coletânea que traz memórias e sentimentos, será lançado hoje, às 19h, na Oak Wine (Calhau). Em “Penal”, o autor quer mostrar aos leitores que vale a pena escrever, transpirar e inscrever. Trata-se de seu terceiro livro. O primeiro foi lançado em 2003, “Natureza Jurídica das Decisões dos Tribunais de Contas”. Em 2009, foi a vez de “Inicial”, sua estreia na poesia.

Daniel Blume, filho da escritora Sônia Almeida, membro da Academia Maranhense de Letras (AML), é leitor voraz e, desde os tempos de aluno do Colégio Literato, encontra na escrita uma forte aliada para expressar seu particular olhar sobre o mundo e derramar sob a pena e o papel suas expectativas, angústias e esperanças. Ao seguir a profissão de advogado e também de professor da Escola Superior da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, ele encontrou ainda mais inspiração para sua produção literária.

Poesia

Ocupante da cadeira de número 15 da Academia Ludovicense de Letras, cujo patrono é o poeta parnasiano Raimundo Correia, Blume, tanto em “Inicial” quanto em “Penal”, leva para seus livros perspectivas únicas e fortes provocações, como atesta o escritor e presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar.

“Daniel reafirma a condição de viver entre o nó da gravata e o da garganta para expressar a pena de que o mundo padece. Sai da dor social para a pessoal do menino e com a memória faz a síntese das lembranças da infância, que, ao mesmo tempo, é a pedra na gaveta. O homem é o advogado e o mesmo menino que leva consigo para o trabalho o sentimento de pai de família e de amigos no compromisso universalizado pela profissão, marca nas imagens do que diz. Blume revê a vida pela escrita e vivencia os desafios numa leitura de si diante do mundo e de suas relações principalmente com Deus. Avalia os seus caminhos, demonstra saber que arrastamos as horas enquanto guardamos tesouros na gaveta da memória, cheia de experiências de vida”, resume Buzar sobre o autor.

A nova obra abre com o poema que dá título à obra, uma crítica social lúcida e muito atual de Blume sobre as “penas” de todos nós. Conforme Sônia Almeida, o poeta confessa com a própria pena o que é penal. “Pena com tinta do espanto que expressa. Daniel mobiliza o signo e tudo o que se converte em sentença de viver. Guarda a tinta e o sangue: a escrita com o sentimento do mundo que vai do encanto ao desencanto; do fluxo da vida ao refluxo provocado pela existência. Pela dimensão poética, Daniel supera o cotidiano pelo aprofundamento da procura de sentido do que não se consegue dizer no trânsito entre as coisas e as palavras que as nomeiam. As coisas ora são, ora estão, ora deixam de ser, ora deixam de estar”, disse.

Serviço

O quê

Noite de autógrafos do livro de poemas “Penal”

Quando

Hoje, às 19h

Onde

Oak Wine (Calhau)

Preço do livro: R$ 50,00, à venda nas livrarias Leitura, do Advogado e Livrarias da Cidade

Trecho do poema “Penal”

“Violência que penaliza a população apavorada, nos largos, restaurantes, cinemas, nas esquinas, casas, escolas, praças, sinais.

Pena dos penados humanos, desprovidos também dos direitos, presos nos seus carros e lares, gradeados, fechados, trancados, mesmo blindados. Pena abstrata concreta imposta hoje não só ao pobre, experimentada do casebre ao casarão, sentida dos ônibus aos importados.(...) Jesus, uma pena todo este penar, ora oramos por trabalho, empenho, compromisso, fé e por penas de pássaros:libertação e voo. Que pena que pena o povo.

Seca a pena, os olhos não”.

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