Obra

Natalino Salgado lança livro sobre vida de Tarquínio Lopes Filho

Obra conta parte da história do homem que, além de médico, exerceu a carreira política e foi jornalista e administrador.
12/11/2015 às 20h43
Natalino Salgado autografa livro para Milson Coutinho (Natalino autografa livro para Milson Coutinho)

O professor e médico Natalino Salgado Filho lançou, na noite de quinta-feira, 12, no salão nobre da Academia Maranhense de Letras (da qual é membro e ocupante da Cadeira nº16), a obra de sua autoria – intitulada Tarquínio Lopes Filho: médico, político, jornalista, administrador que virou mito. Em 417 páginas e divididos em 25 capítulos (e com abertura feita por Benedito Buzar), o livro conta a história de um dos nomes mais importantes da sociedade local e que fez parte do cenário médico e político do estado.

O lançamento da obra do médico e professor Natalino Salgado foi prestigiada por nomes importantes da literatura, dentre eles, Milson Coutinho, Ceres Fernandes, Sebastião Jorge, dentre outros. Antes da sessão tradicional de autógrafos, o presidente da Academia Maranhense de Letras (AML) fez questão de tecer elogios à obra. “ É um trabalho singular, que retrata um dos grandes nomes da sociedade local e que ainda não havia tido o devido reconhecimento”, disse.

Em seguida, o professor Natalino Salgado justificou a pesquisa. “ Ocupo atualmente um lugar na Academia Maranhense de Medicina, cujo patrono é o Tarquínio. Além da ligação médica óbvia, também fiquei impressionado com os acontecimentos marcantes da sociedade local que contaram com a participação ou influência de Tarquínio”, disse.

Após os discursos, os convidados, além de pedirem autógrafos, teceram elogios à obra e a iniciativa. “ É um trabalho fantástico que mostra a eficácia do bom trabalho de pesquisa e escrita”, disse Milson Coutinho.

Sobre a obra - Após uma pesquisa de pouco mais de uma década – interrompida parcialmente durante a candidatura para o primeiro mandato à reitoria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – Natalino Salgado aprofundou a pesquisa (por meio de jornais, bibliotecas e entrevistas presenciais) e conseguiu reunir, em uma única peça, aspectos sobre o homem que dá nome atualmente ao Hospital Geral (Hospital de Câncer), situado no bairro Madre Deus.

Na primeira parte do livro, o escritor contou um pouco sobre a formação acadêmica de Tarquínio Lopes Filho (maranhense conhecido por “Bisturi de Ouro”) e as práticas de formação médica pouco convencionais para a época. Além da carreira na saúde, o livro também retrata a influência política de Tarquínio, ao longo dos anos. Um dos trechos mais marcantes relata a participação do médico que, em 1922, com aliado do governador Herculano Braga, fez oposição ao grupo liderado, à época, por Urbano Santos.

Durante a articulação, Tarquínio Lopes Filho chegou a ser, por pouco mais de 24 horas, governador do Estado do Maranhão. “ Isso representa que a participação de Tarquínio na sociedade maranhense não se resumiu apenas à participação na área da saúde”, explicou Natalino Salgado. Outro destaque à carreira de Tarquínio foi a promoção, de forma gratuita, de consultas médicas a pessoas que não dispunham de condições financeiras.

Nos capítulos seguintes da obra, é relatado, por exemplo, a participação do médico na Coluna Prestes. De acordo com a pesquisa de Natalino Salgado, o médico Tarquínio Lopes Filho foi um dos nomes mais influentes dos movimentos oposicionistas no território maranhense. “ Além de médico, houve também este lado político de Tarquínio”, contou Natalino. Por fim, o escritor se debruçou sobre outros ofícios de Tarquínio Filho, dentre eles, o jornalismo (foi o criador do jornal Folha do Povo).

Perfil - Nascido em 1885, em São Luís, o médico Tarquínio Lopes Filho foi – além de cirurgião - clínico geral, ginecologista e sanitarista. Filho de uma família de médicos, Tarquínio Lopes Filho, chegou aos 11 anos de idade no Rio de Janeiro para fazer o curso secundário e depois estudar medicina na Santa Casa de Misericórdia da cidade. Idealizou projetos sobre saúde pública, como a reestruturação da Rede Pública de Saúde da região; a criação do Hospital Operário em 1923, dentre outros.

Ainda como médico, realizou vários procedimentos considerados complexos para a sua época como a retirada de um tumor de 12 quilos de uma mulher. Já como político deixou o seu nome marcado na história.

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