Novela

Ator Rômulo Estrela fala dos desafios de Além do Tempo

O maranhense Rômulo Estrela interpretará um homem sedutor e elegante na novela da Rede Globo “Além do Tempo”, que vai estrear dia 13 deste mês
Bruna Castelo Branco/ Editora do Alternativo05/07/2015
O ator Rômulo Estrela será irmão de Paolla Oliveira em Além do Tempo (Rômulo e Paolla)

O ator maranhense Rômulo Estrela está no elenco da próxima novela da Rede Globo, “Além do Tempo”. Ele viverá o personagem Roberto, irmão de Melissa (Paolla Oliveira) e filho de Dorotéia (Julia Lemmertz). Roberto é um homem elegante, bon-vivant e de caráter duvidoso, que tentará conquistar Lívia (Alinne Moraes). A novela de Elizabeth Jhin, que estreia no dia 13, será ambientada no século XIX e abordará a saga de Lívia (Alinne Moraes) e Felipe (Rafael Cardoso). Eles não sabem, mas nasceram um para o outro e há muitas passagens tentam viver juntos o verdadeiro sentido da felicidade, de amar e de ser amado. Em entrevista exclusiva a O Estado, Rômulo Estrela conta um pouco sobre a novela, como se preparou para viver a personagem, sobre trabalhos no cinema e sobre como vê a produção cinematográfica no Maranhão.

O Estado - Você interpreta um homem de caráter duvidoso na próxima trama das 18h. Como você define essa personagem?

Rômulo Estrela - O Roberto é um sedutor, perspicaz, inteligente, que muitas vezes utiliza subterfúgios para conseguir o que quer.

O Estado - Todo ator sempre tende a defender o personagem ainda que ele seja vilão. Que características do Roberto podem ser vistas como qualidade?

Rômulo Estrela - O Roberto, como todas as pessoas, tem suas qualidades e defeitos. Apesar de ser ardiloso, ele é muito educado, bom filho, e sabe agradar muito bem as pessoas à sua volta. Não diria que é um vilão exatamente, mas um “malandro, libertino, muito agradável”.

O Estado - A novela é ambientada no século XIX. Como foi essa preparação para esse papel? Existiu algum trabalho, seja no cinema ou mesmo na televisão, que tenha inspirado você na concepção dessa personagem? Qual foi a maior dificuldade?

Rômulo Estrela - Esta é minha segunda novela de época, o que já foi um bom começo. Tivemos, elenco e direção, praticamente um mês de estudo intenso com Eduardo Milewicz e leitura de mesa antes de iniciar as gravações. Paralelamente, recorri a filmes, séries de TV, estudei história da época: literatura, costumes e hábitos do período.

O Estado - A trama tem uma mensagem espiritual que é marcante no trabalho da Elisabeth Jhin. Gostaria que você comentasse um pouco sobre isso.

Rômulo Estrela - Este é meu primeiro trabalho com Elizabeth Jhin e estou muito animado. A novela aborda também a relação com vidas passadas e a chance de termos uma nova oportunidade em outra vida. Este é um assunto que me interessa bastante. Acho que a mensagem mais importante é sobre ter uma segunda chance, mesmo que em outra vida.

O Estado - Além da televisão, você tem um trabalho no cinema. Quais teus projetos relacionados ao cinema, atualmente? E no teatro?

Rômulo Estrela - Filmei dois longas nos últimos dois anos: “No Retrovisor”, que fiz no ano passado e será lançado ainda este ano. Neste filme, eu divido o personagem com o Marcelo Serrado. O outro se chama “Em nome da lei”. Eu filmei até uma semana antes de começar os trabalhos de preparação para a novela “Além do Tempo” e o lançamento deve ficar pra 2016. Estou na expectativa e muito feliz de ter participado destes dois projetos. Também estou trabalhando com um amigo e parceiro de teatro para levarmos o texto da nossa última peça para o cinema, “Apartamento 171”, uma comédia política que fizemos durante dois anos seguidos no teatro. E falando em teatro, tenho estudado no tempo livre alguns autores e textos. Se tudo correr como espero, ao final das gravações de “Além do Tempo”, gostaria muito de estrear uma peça.

O Estado - Você é maranhense e, atualmente, a produção cinematográfica no Maranhão tem se destacado além-fronteiras. Você tem acompanhado um pouco dessa nova cena? Há algum projeto com cineastas maranhenses?

Rômulo Estrela - Estive presente no Festival Guarnicê do ano passado, e este ano consegui estar na abertura do sétimo festival Maranhão na Tela. Não tive oportunidade de ver todos os filmes que gostaria, mas o que vi me agradou. Gostaria de acompanhar mais as produções maranhenses. Tenho trabalhado muito no Rio nos últimos anos e isso acaba tomando bastante do meu tempo. Mas adoraria filmar uma produção maranhense, seria uma grande experiência.

Tenho trabalhado muito no Rio nos últimos anos e isso acaba tomando bastante do meu tempo. Mas adoraria filmar uma produção maranhense, seria uma grande experiênciaRômulo Estrela, ator

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