Abusos sexuais

Preso por estupro, suspeito tem DNA ligado a outro crime cometido há sete anos em Vitorino Freire

Após a prisão de José Leandro Gonçalves Silva, suspeito de estupro em Vargem Grande, DNA coincide com vestígios de crime semelhante ocorrido em 2019.

Imirante, com informações da TV Mirante

DNA de homem preso por estupro coincide com vestígios de crime de 2019 no Maranhão. (Foto: Divulgação)

VITORINO FREIRE – A prisão de José Leandro Gonçalves Silva, suspeito de cometer um estupro no município de Vargem Grande, no Maranhão, ajudou a esclarecer um crime de violência sexual ocorrido há sete anos em Vitorino Freire. Após a prisão, realizada em 2026, o material genético do homem foi coletado e comparado com vestígios de um estupro registrado em 2019. O exame de DNA apontou compatibilidade entre as amostras.

O crime aconteceu em agosto de 2019, quando um homem invadiu a casa de uma mulher, em Vitorino Freire, e a estuprou. Após a violência, a vítima procurou atendimento no Hospital Municipal, onde foram coletadas amostras biológicas para análise pericial.

Na época, dois suspeitos passaram por exames de DNA, mas ambos foram descartados como fontes do material genético encontrado. Em 2020, o perfil genético obtido foi inserido no Banco Estadual de Perfis Genéticos e compartilhado com a base nacional.

Prisão por outro estupro levou à descoberta

A investigação avançou após José Leandro Gonçalves Silva ser preso neste ano, suspeito de cometer outro estupro, desta vez em Vargem Grande. Segundo as informações policiais, a coleta de DNA realizada após a prisão permitiu cruzar o perfil genético do homem com vestígios de crimes anteriores.

O cruzamento dos dados identificou uma coincidência com o material coletado da vítima de Vitorino Freire em 2019.

A compatibilidade foi confirmada em laudo do Instituto de Genética Forense do Maranhão (IGF/MA), liberado em 9 de outubro de 2026. Os peritos classificaram a evidência genética como extremamente forte.

Segundo a polícia, José Leandro também é suspeito de outros crimes e já foi preso anteriormente por envolvimento em vários assaltos.

O resultado da perícia foi encaminhado à Delegacia de Vitorino Freire para auxiliar na investigação. Apesar da forte compatibilidade genética, o exame de DNA, isoladamente, não comprova a autoria do crime e deve ser analisado com as demais provas.

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