Feminicídio

Homem é condenado a mais de 32 anos por matar companheira queimada no Maranhão

Crime aconteceu em São Vicente Férrer, em junho de 2025. Segundo o Ministério Público, vítima foi incendiada e trancada em um quarto para impedir que recebesse socorro.

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Crime aconteceu em São Vicente Férrer, em junho de 2025. Segundo o Ministério Público, vítima foi incendiada e trancada em um quarto para impedir que recebesse socorro. (Foto: Freepik - Imagem ilustrativa de malhete)

SÃO VICENTE FERRER – Um homem identificado como Carlos Magno Melo foi condenado a 32 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo feminicídio da companheira, Maria Domingas Fonseca dos Santos, em São Vicente Férrer, no Maranhão.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri nessa quarta-feira (2), no município. Carlos Magno foi condenado por feminicídio qualificado.

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Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), o homem ateou fogo na companheira e, em seguida, a trancou dentro de um quarto, impedindo que ela recebesse socorro imediato.

Crime aconteceu na zona rural de São Vicente Férrer

O crime ocorreu em 29 de junho de 2025, no povoado Casa Grande, localizado na zona rural de São Vicente Férrer.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, após incendiar Maria Domingas, Carlos Magno a deixou presa no quarto.

Mesmo diante da situação, vizinhos e familiares conseguiram socorrer a vítima. Maria Domingas foi levada para atendimento médico, mas não resistiu à gravidade das queimaduras e morreu três dias depois, em 2 de julho de 2025.

Suspeito foi preso ao tentar fugir

Ainda conforme o MP-MA, Carlos Magno foi preso em flagrante quando tentava deixar a cidade após o crime.

Durante depoimento prestado à polícia, ele confessou ter cometido o feminicídio, segundo informações apresentadas no processo.

Casal vivia junto havia mais de 25 anos

A denúncia aponta ainda que Carlos Magno e Maria Domingas mantinham uma relação havia mais de 25 anos. O casal tinha dois filhos, ambos já adultos na época do crime.

A promotora de Justiça Alessandra Darub Alves representou o Ministério Público durante o julgamento.

Após a decisão do Tribunal do Júri, Carlos Magno recebeu pena de 32 anos e seis meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

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