COLUNA
Carla Lima
Carla Lima é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante, Mirante FM e TV Mirante.
Eleições 2026

Grupo lulista mantém crise e campanha petista deve ser prejudicada no MA

Grupo palaciano deverá cruzar os braços neste segunda turno e não fará campanha para Lula no estado; já os membros do campo da direita preparam suas estratégias para aumentar percentual de voto de Flávio Bolsonaro.

Carla Lima/Ipolítica

Felipe Camarão volta a criticar Orleans e mantém clima de crise no grupo lulista no MA (Reprodução)

SÃO LUÍS - Depois do fim da eleição para governador no Maranhão, a classe política agora se organiza para definir posições e ações para o segundo turno da disputa presidencial no estado. Pelo que tem se desenhado, o campo da direita - apesar de ter menos adeptos e votos - está mais organizado. Do lado pró-Lula, a situação não é das melhores. O racha que marcou a disputa pelo governo deve ser mantido nesta segunda etapa do pleito.

Isso significa dizer que o lado lulista ligado ao Palácio dos Leões deverá cruzar os braços para esta campanha de Lula. O presidente, por sinal, não falou com nenhum dos palacianos (nem para o governador Carlos Brandão) pedindo apoio nesta corrida rápida do segundo turno.

Então, secretários estaduais, deputados eleitos e reeleitos, por exemplo, não devem dispensar energia para ajudar a aumentar a votação do petista no Maranhão. 

“Isso fica para o lado que o Lula decidiu ficar no primeiro turno, que não tem voto”, disse um palaciano à coluna. Claro que a referência aí é a Felipe Camarão (PT) que, nas redes sociais, mostra que não quer paz com o outro lado lulista ao criticar Orleans Brandão sobre posicionamento a favor de Lula. Ainda tem o deputado federal Márcio Jerry, que após conseguir a reeleição, enviou mensagens ofensivas ao governador Carlos Brandão.

Com o cruzamento de braços dos lulistas governistas, a avaliação de membros do PT, principalmente aqueles que orbitam pelo Palácio, é que o risco de redução do percentual de votos de Lula no Maranhão é real até porque, ainda na avaliação dos petistas, o governador eleito, Eduardo Braide (PSD), vai declarar voto em Flávio Bolsonaro (PL).

Além disso, ainda tem o senador eleito, André Fufuca (PP), que diz que vai votar no presidente Lula, mas a federação União Progressista já definiu pelo apoio ao concorrente do petista, o que deve deixar Lula somente com o voto de Fufuca mesmo. Sem qualquer engajamento de falo do senador eleito.

E se do lado lulista a crise continua, do outro lado, o da direita, a campanha deverá ser intensificada e sem crise. Talvez o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) faça suas ações pró-Bolsonaro sozinho caso bolsonaristas como a deputada federal eleita, Mariana Carvalho, que está em Brasília para reunião com Flávio, a vereadora Flávia Bertier se unam com o senador eleito, Lahesio Bonfim. Mas a ideia é que ninguém cruze os braços e não deverão.

 

 

 


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