Violência

Capitão da PM foragido após agressões em São Luís já responde na Justiça por violência contra a mulher em 2023

Processo contra o oficial tramita na Justiça comum após apuração em Inquérito Policial Militar; policial agrediu duas mulheres em posto de combustível neste sábado.

Imirante.com

Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, conhecido como “Berg”, está foragido após agredir duas mulheres em São Luís. (Arquivo Pessoal)

SÃO LUÍS - O capitão da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, conhecido como “Berg”, que está foragido após ser flagrado agredindo uma mulher e atirando contra outra em São Luís, já havia se envolvido em outro caso de violência contra mulher em 2023. 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), o episódio anterior foi apurado internamente por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM) e encaminhado no ano de 2024 para a Justiça Comum, onde o processo passou a tramitar.

Policial se envolve em mais um caso de agressão

Apesar do procedimento instaurado há três anos, o policial militar voltou a se envolver em um ato de violência e encontra-se foragido. Na manhã deste sábado (3), câmeras de videomonitoramento registraram o capitão agredindo uma mulher, que também é policial militar, em um posto de combustível localizado na Avenida Jerônimo de Albuquerque, nas proximidades do Elevado da Cohama.

As imagens mostram o suspeito desferindo um soco na mulher, que usava um vestido laranja, seguido por um chute e mais dois socos, mantendo as agressões mesmo após a vítima cair no chão.

Em seguida, o policial sacou uma arma de fogo e disparou contra outra mulher que estava no local, identificada por testemunhas como amiga da policial agredida. Um homem também ficou ferido na região do pescoço durante a confusão e foi encaminhado para atendimento hospitalar.

Providências da Polícia Militar

Diante dos fatos, o comando-geral da Polícia Militar determinou o afastamento imediato do capitão das funções operacionais e instaurou um procedimento para apurar a sua conduta. 

A Polícia Militar ressaltou que não compactua com atitudes violentas e informou que uma das vítimas está recebendo acompanhamento especializado da Patrulha Maria da Penha.

As imagens gravadas pelas câmeras de segurança e os demais elementos colhidos serão considerados ao longo do processo de apuração.

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