SÃO LUÍS – Infraestrutura, segurança jurídica, redução da burocracia, crédito, tributação, inovação, qualificação profissional, energia e logística estão entre as principais demandas da indústria maranhense apresentadas aos candidatos ao Governo do Maranhão durante encontro realizado nesta terça-feira (15), na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em São Luís. A agenda teve como base o Mapa Estratégico da Indústria do Maranhão 2025-2032, elaborado pela FIEMA em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O Mapa Estratégico da Indústria estabelece uma agenda para o período de 2025 a 2032 e reúne 158 iniciativas, distribuídas em oito fatores-chave: Ambiente de Negócios; Ambiente Econômico; Baixo Carbono e Recursos Naturais; Comércio e Integração Internacional; Desenvolvimento Humano e Trabalho; Desenvolvimento Produtivo, Tecnologia e Inovação; Educação; e Infraestrutura.
Entre as propostas estão a ampliação da capacidade do Porto do Itaqui, a implantação do Terminal Portuário de Alcântara, a conexão ferroviária entre regiões produtoras e os portos, além da ampliação do terminal de cargas do Aeroporto de São Luís. O Mapa também propõe ações para a ZPE de Bacabeira, para os distritos e parques industriais e para a expansão da infraestrutura digital, além de reformas estruturais na tributação estadual para reduzir custos sobre a produção e desonerar investimentos industriais.
Edilson Baldez, presidente da FIEMA, destacou a importância do encontro como um espaço de participação efetiva do setor produtivo no debate sobre o futuro do Maranhão. Defendeu que o desenvolvimento do estado não deve depender apenas dos governantes, mas da contribuição conjunta de empresários, trabalhadores e da sociedade em geral. Reforçou a necessidade de ouvir os candidatos, valorizar o diálogo com a classe empresarial e buscar compromissos concretos com um Maranhão melhor, mais justo e mais desenvolvido.
Cláudio Azevedo, presidente do CIEMA, afirmou que o objetivo central do encontro era aproximar os candidatos do setor produtivo e promover uma conversa direta sobre os rumos do Maranhão. Ressaltou as potencialidades econômicas do estado, como suas riquezas naturais, posição estratégica, o Porto do Itaqui, a vocação para o agronegócio, a indústria, o comércio, os serviços e o turismo. Enfatizou que o setor produtivo não busca privilégios, mas condições para investir com segurança, produzir e gerar empregos.
CANDIDATURAS - O encontro reuniu representantes da indústria, comércio, serviços e agronegócio e foi mediado por Rafael Mônaco, superintendente de Jornalismo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A programação reservou espaço para apresentação dos planos de governo e respostas a perguntas formuladas pelas entidades empresariais.
Entre os candidatos presentes, André Luís (MISSÃO) apresentou propostas para ampliar a capacidade de investimento e fortalecer a indústria no Maranhão. “Não tem como imaginar a possibilidade de fazer o Maranhão dar certo sem cortar na carne, fazer o ajuste fiscal e transformar o estado em uma estrutura com capacidade de investimento”, defendeu.
Roberto Rocha (PRTB) defendeu que o Porto do Itaqui gere mais benefícios e propôs uma estratégia de industrialização integrada ao sistema ferroviário. “Os maranhenses devem ser sócios da riqueza que sai pelo Porto do Itaqui. Em São Luís, defendo uma ZPE com vocação mais tecnológica, complementar à de Bacabeira, integrando o estado por meio das ferrovias”, destacou
Felipe Camarão (PT) falou de qualificação profissional, infraestrutura e agregação de valor à produção maranhense. “Precisamos deixar de exportar commodities e produzir produtos finais. Vamos investir em formação profissional, infraestrutura logística e segurança para os investimentos para fortalecer a indústria e gerar emprego e renda.”, frisou.
Orleans Brandão (MDB) propôs ampliar o diálogo com o setor industrial, atrair investimentos, fortalecer a ZPE Bacabeira e a infraestrutura logística. “Vamos construir uma grande parceria com o setor industrial para atrair investimentos. A ZPE, integrada ao Porto do Itaqui e à nossa infraestrutura logística, pode ajudar o estado a produzir e exportar produtos finais”, resumiu.
A agenda empresarial proposta pela FIEMA e pelo CIEMA dialoga com a estrutura do Mapa Estratégico, que busca articular poder público e setor privado em torno de ações para melhorar o ambiente de negócios, ampliar investimentos, desenvolver cadeias produtivas, qualificar trabalhadores e fortalecer a infraestrutura necessária à indústria maranhense.
Além da FIEMA e do CIEMA, o encontro teve apoio da Associação Comercial do Maranhão (ACM-MA), Sistema FAEMA/SENAR, Associação de Jovens Empresários (AJE Maranhão), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Maranhão (FCDL), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (ASCEM), da Federação das Associações Empresariais do Maranhão (FAEM), APROSOJA Maranhão, CRECI-MA, CREA-MA, CAU-MA e APROLESTE.
Saiba Mais
Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.