Saneamento

Funasa orienta cidades do Maranhão sobre efeitos do El Niño

Órgão federal promoveu encontro para capacitar municípios maranhenses a enfrentarem desafios de saneamento causados pelo fenômeno climático.

Imirante, com informações da Funasa

Representantes de municípios maranhenses e de órgãos públicos discutiram efeitos do El Niño no Nordeste e medidas de preparação. (Foto: Suest-MA/Funasa)

SÃO LUÍS – Representantes de municípios maranhenses e de órgãos públicos participaram, na terça-feira (25), em São Luís, de uma reunião informativa sobre os possíveis efeitos do El Niño no Nordeste e os desafios relacionados à preparação das gestões municipais. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) integrou o debate com informações sobre abastecimento de água, controle da qualidade da água e soluções aplicáveis a comunidades rurais e municípios de pequeno porte.

Realizado no auditório Gervásio Santos, na Assembleia Legislativa do Maranhão, o encontro reuniu participantes presencialmente e a distância. A atividade foi promovida pelo Fórum de Gestores da Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (Seaf/SRI/PR), com apoio da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

O encontro integrou a primeira rodada de uma agenda de reuniões com gestores municipais nos nove estados do Nordeste. O cronograma começou em 25 de agosto, no Maranhão e em Sergipe, e prevê atividades até 3 de setembro em outros estados do Nordeste.

Baixo volume de chuvas e calor intenso ameaçam segurança hídrica no Nordeste

As apresentações destacaram a possibilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas acima da média em áreas do Nordeste, com reflexos sobre a disponibilidade de água, as atividades agropecuárias e o risco de queimadas. Também foram abordadas medidas que podem ser adotadas pelos municípios, como a atualização dos planos de contingência, o acompanhamento de informações meteorológicas oficiais e a articulação entre as áreas de Defesa Civil, saúde, infraestrutura, meio ambiente e assistência social.

De acordo com o Painel El Niño 2026–2027, elaborado por instituições federais de monitoramento climático e de recursos hídricos, 40% do território nordestino apresentava seca moderada em junho de 2026. No mesmo período de 2023, esse percentual era de 10%. O documento alerta que a combinação entre estiagem, temperaturas elevadas e reservas de água ainda não recuperadas em algumas localidades pode antecipar impactos sobre a segurança hídrica e o abastecimento.

Áreas de atuação

Durante o encontro no Maranhão, a Funasa apresentou aos municípios as áreas relacionadas à sua atuação, entre elas o apoio à implantação de sistemas de abastecimento, o acompanhamento da qualidade da água para consumo humano e o uso de soluções alternativas de tratamento em localidades sem sistemas convencionais.

No Estado, a Superintendência da Funasa tem estrutura laboratorial e profissionais que atuam em ações de controle da qualidade da água. A Fundação também desenvolve tecnologias de tratamento que podem ser utilizadas em áreas rurais e comunidades com dificuldades de acesso à água potável, de acordo com as características de cada localidade e da fonte de abastecimento.

A programação teve continuidade à tarde, durante reunião do Fórum Estadual de Gestores Federais, no auditório do Ministério da Saúde, em São Luís. O encontro ampliou a discussão sobre a integração entre órgãos federais, estado e municípios na preparação para os possíveis efeitos do fenômeno climático.

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