INFLAÇÃO

São Luís registra alta de preços em julho; cuidados pessoais e transportes são os que mais impactam

A capital está entre as cinco cidades pesquisadas que tiveram os maiores aumentos no mês, mas essa é a quarta queda consecutiva dos preços nesse ano.

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Os perfumes, do grupo de Cuidados Pessoais, foram os itens que mais apresentaram altas. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

SÃO LUÍS – O bolso dos consumidores de São Luís sentiu uma leve alta nos preços em julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da capital maranhense subiu 0,13% no mês, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). 

O resultado de São Luís ficou acima da média nacional, que teve alta de 0,07% em julho. No acumulado de 2026, a capital maranhense registra avanço de 4,51% nos preços. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação em São Luís chegou a 4,87%. 

Na prática, o índice acompanha como os valores de produtos e serviços consumidos pelas famílias variaram ao longo do tempo, incluindo itens como alimentação, moradia, transporte, saúde e despesas pessoais.

Cuidados pessoais e transportes causaram alta nos preços em SL

Entre os grupos de produtos e serviços analisados, Saúde e Cuidados Pessoais teve a maior alta em julho, com avanço de 1,20%, contribuindo com 0,17 ponto percentual para o resultado final. Na sequência apareceu o grupo Transportes, que subiu 0,48%, com impacto de 0,09 ponto percentual.

Dentro desses grupos, alguns itens tiveram maior peso no aumento dos preços. O perfume teve alta de 3,04%, a gasolina subiu 0,97%, a passagem aérea aumentou 17,83% e o conserto de automóvel avançou 1,73%.

Entre os alimentos, tomate (-18,52%), café moído (-5,05%), batata inglesa (-13,94%), arroz (-0,79%) e farinha de mandioca (-1,83%) deram contribuição decisiva para a diminuição de preços no grupo alimentação e bebidas, mas alguns subitens tiveram alta de preços, como o frango inteiro (+2,83), as carnes na média geral (+0,92%) e camarão (+4,17%). 

Energia e alimentação puxaram alta nos preços nacionalmente

No Brasil, o grupo Habitação foi o que mais pesou no resultado de julho, com alta de 0,99%, influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 3,09% em relação ao mês de junho. Já o grupo Alimentação e bebidas teve queda de -0,67%, ajudando a segurar a inflação do mês.

Entre os alimentos que ficaram mais baratos estão tomate, batata-inglesa, cenoura e café moído. Por outro lado, itens como leite longa vida e frutas registraram aumento de preços.

São Luís teve a 5ª maior alta nos preços entre as capitais e cidades pesquisadas pelo IBGE em julho. O índice da capital maranhense ficou abaixo de Rio Branco (0,32%) e Rio de Janeiro (0,30%), São Paulo (0,29%) e Vitória (0,19%).

Preço da casta básica também aumenta em São Luís

O custo da cesta básica também aumentou em São Luís no mês de julho, na contramão do movimento registrado em outras 26 capitais brasileiras. 

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta segunda-feira (10), a capital maranhense teve alta de 0,3% no valor dos alimentos básicos entre junho e julho.

O levantamento aponta que Natal (RN), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Palmas (TO) e Rio de Janeiro (RJ) registraram as maiores quedas no período, todas próximas de 7%. Em São Luís, porém, o preço da cesta básica apresentou leve avanço, sendo a única alta entre as capitais analisadas.

Entre os produtos que ajudaram a reduzir o custo da cesta básica na maior parte das capitais estão a batata, o tomate, o café e o açúcar. O café em pó registrou redução em 23 capitais. Segundo a pesquisa, a expectativa de maior produção mundial e a diminuição das exportações contribuíram para a queda dos preços em parte do país.

A batata teve redução de preço em todas as capitais onde é pesquisada, com quedas relacionadas ao aumento da oferta e ao avanço da safra de inverno. Já o tomate também apresentou recuo em 26 capitais, favorecido pela maior produtividade e pelo aumento da quantidade disponível no mercado.

O açúcar também ficou mais barato em 20 capitais, influenciado pelo maior volume de cana-de-açúcar colhido.

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