São Luís

Entidade promove conscientização na 'Semana do Negro no Maranhão'

Em São Luís, Centro de Cultura Negra realiza palestras em escolas em programação especial.

Maurício Araya/Imirante

- Atualizada em 27/03/2022 às 12h22

SÃO LUÍS – Nesta semana, em que se celebra o "Dia Nacional de Denúncia Contra Racismo", no 13 de maio, o Centro de Cultura Negra (CCN) do Maranhão realiza a 33ª edição da "Semana do Negro no Maranhão". Além de palestras em escolas da rede pública e particular da capital, que ocorrem até a próxima terça-feira (15), estão, também, na programação uma exposição de materiais didáticos, pedagógicos e culturais; uma olimpíada pedagógica e exibições de filmes na sede do CCN.

De acordo com o mestre em Antropologia e representante da coordenação geral do CCN, Aniceto Cantanhede Filho, o objetivo do evento é discutir o racismo. "A gente está atendendo, atualmente, aproximadamente 150 jovens, entre crianças e adolescentes, em vários projetos, a fim de trabalhar essa juventude que está em situação de risco em função do avanço do crack na região do João Paulo e Coroado", afirmou em entrevista ao Imirante na manhã desta quarta-feira.

A data marca a sanção da Lei Áurea, em 1888, que extinguiu a escravidão no Brasil. "Hoje, o 13 de Maio é lembrado como o Dia Nacional de Denúncia Contra Racismo, no sentido de a gente discutir, problematizar a situação atual da população negra, o que o legado da escravidão deixou para o Brasil e o que isso traz até hoje para a sociedade. A juventude negra está sendo exterminada na periferia das grandes cidades. Os indicadores de mortandade dos jovens negros, em comparação com os jovens brancos, são muito diferentes. Então, alguma coisa está sendo feita de forma errada. Deve-se ter um olhar específico, étnico para essa situação", explica.

A entidade

O CCN foi fundado em 1979 e tem como missão a conscientização política e cultural para resgatar a identidade étnica cultural e autoestima do povo negro. "Em 1986, o CCN realizou o primeiro encontro de comunidades negras rurais no Brasil, que foi a semente para a criação do movimento quilombola, e, daí, apoiou, em 1995, o Movimento Nacional dos Quilombos, e o movimento ganhou autonomia", relembra.

O centro fica na rua dos Guaranis, S/N, Barés, bairro João Paulo. Outras informações sobre o trabalho da entidade podem ser obtidas pelos telefones (98) 3243-9707 e (98) 3249-4938.

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