Comitê pró-Lula será suprapartidário

Estratégia visa fortalecer o candidato petista na campanha presidencial.

O Estado do Maranhão

- Atualizada em 27/03/2022 às 15h28

O comando da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá montar um comitê suprapartidário no Maranhão. O objetivo é fortalecer a votação do candidato no segundo turno das eleições.

Nesta sexta-feira, o líder do PT na Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (SP), reuniu-se com o deputado maranhense Gastão Vieira (PMDB) para tratar do assunto. O comitê suprapartidário terá membros do PT, PMDB, PFL, PTB, PSD e até PPS, PSB e PSTU, além dos aliados nacionais do PT: PCdoB, PL e PMN.

A coordenação geral da campanha de Lula no estado continuará a cargo do PT. O presidente do Diretório Regional do partido, Washington Luís Oliveira, seguiu sexta-feira para São Paulo, onde se reuniu com a coordenação nacional.

CORRENTES - Segundo o que explicou Gastão Vieira, o PT quer reforçar a posição de Lula no Maranhão, e espera contar com todas as correntes políticas do Estado. “O Lula teve o apoio do nosso grupo no primeiro turno, o que foi suficiente para garantir-lhe a vitória.

O objetivo agora é reforçar este apoio e neutralizar qualquer tentativa de crescimento de José Serra (PSDB)”, declarou Gastão Vieira. Além dele, outro interlocutor de João Paulo Cunha na bancada maranhense é o deputado federal Pedro Fernandes (PFL).

No Maranhão, Lula contou no primeiro turno com o apoio do senador José Sarney (PMDB), do governador José Reinaldo Tavares (PFL) e da senadora eleita Roseana Sarney, além do diretório regional do PMDB e setores do PFL e PSD.

Na sexta-feira pela manhã Lula visitou Roseana no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde ela está internada desde a terça-feira para retirada de nódulos benignos das mamas. Ele agradeceu o apoio recebido e desejou rápida recuperação a Roseana.

JOSÉ SERRA – O apoio de José Serra no Maranhão está restrito ao PSDB, enfraquecido depois da derrota nas urnas, embora o deputado João Castelo tenha obtido uma vitória pessoal. Setores da “Frente Trabalhista” – formada por PDT, PPS e PPB – forçam o candidato derrotado ao Governo do Estado, Jackson Lago (PDT), a fazer uma declaração pública de apoio ao senador tucano.

No primeiro turno, após a renúncia do deputado federal tucano Roberto Rocha da corrida sucessória, em apoio a Jackson, o deputado Sebastião Madeira (PSDB) chegou a afirmar, em entrevista, que “o acordo para a retirada da candidatura de Rocha passou pelo apoio de Jackson a Serra no segundo turno”.

Jackson Lago, por enquanto, mantém silêncio sobre o segundo turno presidencial. Mas já existem forças no PDT – como o deputado federal Neiva Moreira e o estadual eleito Mauro Bezerra – que defendem o apoio a Serra. Seria uma vingança do PDT à resistência do PT em apoiar o ex-prefeito no primeiro turno.

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