SANTA INÊS - Uma estudante maranhense conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira da Amazônia Legal (OBAL 2026) com um projeto que une tecnologia, ciência e sustentabilidade. Júlia Rosa Albuquerque Martins, de 1º ano do curso Técnico em Eletroeletrônica, foi premiada pelo desenvolvimento do AquaGuard, aplicativo criado para monitorar a qualidade da água em comunidades ribeirinhas.
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A medalha foi entregue na última sexta-feira (4), durante uma cerimônia realizada no Campus Santa Inês do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde a estudante é matriculada. Júlia foi a única representante do instituto a chegar à etapa final da competição e apresentar um projeto sustentável voltado às populações ribeirinhas.
A proposta do AquaGuard surgiu a partir de um dos desafios da olimpíada: pensar em soluções que utilizem ciência e tecnologia para enfrentar problemas reais da Amazônia Legal. O aplicativo desenvolvido pela estudante tem como objetivo auxiliar no acompanhamento da qualidade da água utilizada por comunidades que vivem às margens dos rios.
Da prova ao projeto
A OBAL 2026 foi realizada em três etapas. Nas duas primeiras, os participantes responderam a provas com 24 questões objetivas, de níveis fácil e intermediário, envolvendo conteúdos de Geografia, História, Sociologia, Biologia, Química e Física, além de conhecimentos relacionados à Amazônia Legal.
Na primeira fase, 19 estudantes do Campus Santa Inês, do 1º ao 3º ano, participaram da competição. Na segunda etapa, 15 foram classificados. Já na terceira fase, oito estudantes chegaram à etapa de elaboração e apresentação de projetos sustentáveis — entre eles, Júlia.
Foi nessa última etapa que a estudante apresentou o AquaGuard e garantiu a medalha de ouro. A competição foi criada com a proposta de aproximar os estudantes dos desafios da Amazônia Legal e estimular o desenvolvimento de soluções que combinem conhecimento científico, tecnologia e saberes relacionados à região.
Uma ideia voltada para comunidades ribeirinhas
O projeto de Júlia parte de uma questão diretamente relacionada à vida de comunidades ribeirinhas: o acompanhamento da qualidade da água. A proposta do aplicativo é utilizar a tecnologia como ferramenta para facilitar o monitoramento e contribuir para a identificação de possíveis alterações na água.
A iniciativa também coloca a estudante em contato com temas como sustentabilidade, inovação e iniciação científica ainda durante o ensino médio. A cerimônia de entrega da medalha reuniu familiares da estudante, alunos e professores. A orientação do projeto foi realizada pela professora Ângela Mouzinho.
A premiação também marcou a participação de estudantes do campus em uma competição que, além das provas de conhecimento, propôs que os jovens desenvolvessem soluções para problemas concretos da Amazônia Legal.
Ao chegar à etapa final e conquistar o ouro, Júlia se destacou entre os participantes justamente na fase em que conhecimento e criatividade precisavam ser transformados em uma proposta prática. O resultado colocou uma estudante maranhense entre os destaques da primeira edição da olimpíada dedicada a conectar jovens de diferentes regiões do país aos desafios da Amazônia Legal.
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