Famílias afetadas

Moradores denunciam água barrenta há mais de cinco dias em bairro de Santa Inês

Famílias do bairro Sabbak afirmam que a água que chega às torneiras não pode ser usada para cozinhar, lavar roupas ou realizar outras atividades domésticas.

Imirante.com

Famílias ficam sem água adequada para consumo no bairro Sabbak. (Foto: reprodução / TV Mirante)

SANTA INÊS – Moradores do bairro Sabbak, em Santa Inês, reclamam que a água distribuída na região chega às torneiras com aspecto barrento há mais de cinco dias. Segundo as famílias, o problema impede o uso da água para cozinhar, lavar roupas e realizar outras atividades domésticas.

A situação tem obrigado moradores a buscar alternativas para manter a rotina. Em alguns casos, as famílias precisam utilizar água mineral para preparar alimentos ou recorrer à casa de parentes e conhecidos para lavar roupas.

Roupas ficaram manchadas

A moradora Renata Macedo relatou que o problema ocorre desde o último sábado. Segundo ela, algumas peças de roupa ficaram manchadas após serem lavadas com a água fornecida no bairro.

“Desde sábado. A gente lavou a roupa, não sabia. Quando foi ver, a roupa estava toda vermelha. Ninguém pode lavar roupa, ninguém pode fazer nada”, contou.

Ainda segundo Renata, os moradores precisam armazenar a água em baldes e esperar que a sujeira se acumule no fundo dos recipientes antes de utilizá-la.

“Tem que encher o balde de água e esperar a sujeira sentar para a gente poder catar a água de cima, porque a água, mesmo quando vem, é toda vermelha. E aí não serve para nada”, afirmou.

Há mais de cinco dias, a moradora precisa ir até a residência de outra pessoa para conseguir lavar roupas. Para cozinhar, ela utiliza apenas água mineral.

Crianças e idosos são afetados

A moradora Emily Portela afirmou que essa não é a primeira vez que o problema ocorre no bairro. De acordo com ela, a situação preocupa principalmente por causa da presença de crianças e pessoas idosas na região.

“Está sendo um sufoco muito grande para a gente ficar sem água aqui, até porque eu acredito que aqui tem muitas crianças e pessoas idosas, que moram bem aqui na frente também”, disse.

Emily também questionou o valor pago pelo serviço diante dos transtornos enfrentados pelos moradores.

“Isso é muito chateante para a gente, que paga um absurdo pela água, e acontece isso”, completou.

O que diz a Caema

A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informou que tem conhecimento do problema e que já está adotando as providências necessárias para resolver a situação.

Segundo a companhia, as intervenções devem ser concluídas o mais rápido possível. A Caema afirmou ainda que a qualidade da água será normalizada gradativamente e que continuará acompanhando o abastecimento até que o problema seja solucionado.

A previsão é que o fornecimento de água no bairro seja regularizado em breve.

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