TENSÃO DIPLOMÁTICA

Delegação dos EUA não aplaude discurso de Lula na ONU

A delegação dos Estados Unidos na ONU não aplaudiu a fala de Lula na 81ª Assembleia Geral, momento marcado por tensões comerciais e diplomáticas.

Ipolítica, com informações do G1

Delegação dos EUA não aplaude discurso de Lula na ONU (Reprodução)

NOVA YORK – A delegação dos Estados Unidos presente na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) não aplaudiu o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em nenhum momento durante a fala do brasileiro.

No salão da ONU, estavam presentes o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick; o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer; e o secretário do Tesouro, Scott Bessent. O presidente norte-americano Donald Trump não acompanhou o discurso no local.

Discurso de Lula na ONU

Durante a participação na Assembleia Geral da ONU, Lula defendeu a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos.

“Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?”, afirmou o presidente.

Segundo o discurso, o Brasil não deve se submeter a pressões externas e precisa manter relações baseadas em desenvolvimento e cooperação.

Tensão entre Brasil e Estados Unidos

Em um cenário de tensão diplomática envolvendo os Estados Unidos na ONU, o discurso de Lula refletiu as divergências sobre medidas comerciais.

O presidente também criticou o uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão internacional e afirmou que o Brasil deve registrar novo recorde de exportações, apesar das tarifas impostas sobre produtos brasileiros.

“A Organização Mundial do Comércio respira por aparelhos. Quando os governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de coerção e chantagem, as consequências são nefastas”, declarou Lula.

Além da defesa do multilateralismo, o presidente abordou temas como combate ao crime organizado, regulamentação de plataformas digitais, defesa do PIX e reformas no Conselho de Segurança da ONU.

A Assembleia Geral da ONU reúne representantes dos 193 Estados-membros. O Brasil mantém a tradição de abrir os discursos do debate geral desde 1955.

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