Resolução

ONU adia votação sobre uso da força no Estreito de Ormuz

Impasse entre países do Conselho de Segurança impede avanço de resolução sobre segurança marítima.

Imirante.com

Proposta enfrenta resistência de potências como China e Rússia (Foto: divulgação)

EUA – O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adiou a votação de uma resolução que poderia autorizar o uso da força para garantir a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A reunião, inicialmente prevista para sexta-feira (3), não ocorreu e deve ser remarcada para a próxima semana, segundo diplomatas envolvidos nas negociações.

A proposta foi apresentada pelo Bahrein, atual presidente do Conselho, e prevê a adoção de “todos os meios defensivos necessários” para proteger embarcações na região. O texto conta com apoio dos Estados Unidos e de países do Golfo, mas enfrenta resistência de membros permanentes com poder de veto.

Divergências entre países travam avanço da resolução

O principal entrave para a votação é a oposição de países como China e Rússia, que rejeitam qualquer autorização para uso da força na região. A França também sinalizou posicionamento contrário à medida, ampliando o impasse dentro do Conselho de Segurança.

Diante da falta de consenso, o texto já passou por ajustes para suavizar a linguagem, retirando menções mais diretas à aplicação obrigatória de força militar. Ainda assim, as divergências persistem e impedem o avanço da proposta.

Estreito de Ormuz é rota estratégica para o comércio global

Localizado na costa norte do Irã, o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, responsável pela ligação entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico. A região é essencial para o transporte de petróleo e gás natural, além de outros produtos.

O tráfego no local foi afetado após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, o que desencadeou um conflito que já dura mais de um mês. Desde então, o Irã passou a controlar a passagem de navios, provocando interrupções no fornecimento global de energia e alta nos preços do petróleo.

Próximos passos do processo

A expectativa é que o Conselho de Segurança retome as negociações nos próximos dias e tente construir um texto de consenso para votação na próxima semana. No entanto, a possibilidade de veto por parte de membros permanentes segue como principal obstáculo para a aprovação da resolução.

 

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