Cerco policial

Vinte e duas pessoas ligadas a bando criminoso são presas durante operação Cangalha no Maranhão

A operação, além do Maranhão, aconteceu nos outros estados do nordeste e tinha como objetivo de desarticular organizações criminosas, ações ilegais nos presídios e erradicar plantações de maconha

Imirante.com, com informações do MJSP

- Atualizada em 15/09/2022 às 15h21
A droga apreendida durante a operação Cangalha, no Maranhão.
A droga apreendida durante a operação Cangalha, no Maranhão. (Foto: Divulgação)

MARANHÃO - A Polícia Civil do Maranhão prendeu 22 pessoas, apreendeu 204 kg de maconha, recuperou três veículos de luxo e uma carga roubada avaliada em R$ 1 milhão, de material não divulgado, durante a segunda fase da operação Cangalha, realizada de 15 de agosto a 14 de setembro deste ano. A operação foi realizada nos nove Estados do Nordeste.

Leia também: 

Operação na Baixada Maranhense resulta em nove prisões

Sete suspeitos de homicídios e associação criminosa são presos em operação em Cururupu

A operação, além do Maranhão, foi realizada nos outros nove Estados do nordeste, sendo coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com o objetivo de desarticular organizações criminosas, ações ilegais nos presídios e erradicação de plantações de maconha.

A Cangalha, no Maranhão, ficou sob a direção da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e as ações ficaram concentradas na capital maranhense, Timon, Caxias, Parnarama, Cururupu, Imperatriz e Bacabal.

Somente no estado maranhense, 22 pessoas foram presas e houve a apreensão de três veículos de luxo e de 204 quilos de maconha, que segundo a Polícia Civil, avaliado em R$ 900 mil. Também foi recuperada uma carga roubada, com valor estimado de R$ 1 milhão.

Cangalha

A 2ª edição da operação Cangalha ocorreu nos nove estados da região Nordeste, com a adesão de todas as unidades da Polícia Federal, das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e engajamento de suas polícias civis e militares, das Secretarias Estaduais de Administração Penitenciária, com suas polícias penais, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Polícia Rodoviária Federal, além das Forças-Tarefas de Combate ao Crime Organizado em Fortaleza (CE), Mossoró (RN), Natal (RN), João Pessoa (PB) e no estado do Piauí.

No decorrer da operação, 880 mandados judiciais foram cumpridos como ainda apreendidos 249 armas, 100 veículos e uma quantia de R$ 546 mil. Também foram expedidas ordens judiciais para bloqueio de R$ 21 milhões. 

Em relação às drogas, 7,6 toneladas foram apreendidas. Em conjunto, houve ações de erradicação de plantações de maconha com a destruição de 271,2 mil pés da referida planta - o que corresponde a 80 toneladas. Além disso, houve a fiscalização/revistas em 62 unidades prisionais, que resultou na apreensão de 312 celulares e 228 armas brancas artesanais.

Esse resultado é fruto do trabalho das forças policiais que aderiram à operação e, segundo elas, equivale a um prejuízo estimado de R$ 7,1 milhões ao crime organizado nos estados do Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Operações integradas

A 2ª edição da operação Cangalha reflete a estratégia da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública em combater organizações criminosas levando em consideração as peculiaridades regionais do país. Parte do trabalho teve articulação no âmbito do projeto M.O.S.A.I.C.O., que fomenta a integração de policiais encarregados de investigar organizações criminosas com foco na sua descapitalização.


 

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.