SÃO LUÍS - O preço da carne bovina subiu em média cerca de 30%, conforme verificação de preços realizada ontem em alguns supermercados e frigoríficos de São Luís. Empresários do segmento justificam o aumento à estiagem e à elevada demanda, alimentado também pela exportação.
O aumento de preços apresenta índices diferenciados, dependendo do bairro. No Renascença e no São Francisco, por exemplo, o aumento ao consumidor chegou à casa dos 30%. Já em bairros como Anil, Bequimão e Cohama, a média de aumento foi de 10%. O quilo da picanha passou de R$ 12,00 para R$ 14,50; o da alcatra, de R$ 9,00 para R$ 12,00; do contra-filé, de R$ 10,00 para R$ 13,00, e do patinho de R$ 8,00 para R$ 11,00. Na linha de carnes de segunda, o quilo do acém foi de R$ 4,20 para R$ 5,50 e da costela de R$ 4,50 para R$ 5,60.
Conforme dados nacionais, o ano de 2007 foi atípico em quase todas as regiões brasileiras. O período de seca foi o mais longo dos últimos tempos e, com isso, a estiagem passou a ser a grande vilã da vez, responsável pelo aumento dos preços de dois alimentos importantes na mesa do brasileiro: o feijão e a carne.
Segundo o índice oficial de inflação (IPCA) medido pelo IBGE, o preço da carne subiu em todo o território brasileiro cerca de 6,79% somente este ano, mais que o dobro da inflação acumulada, que é de 3,30%. Já o feijão acumula alta de 43,18% em 2007.
Empresários do segmento de alimentos garantem que a elevada demanda e a estiagem vêm favorecendo o aumento de preços. “Quando temos pouco produto, o preço cai e quando temos muito, acontece o inverso. E foi exatamente o que aconteceu com os preços da carne”, disse o empresário Carlos Aquino Santos.
Na Central de Carnes, localizada na Cohama, o aumento de preços ao consumidor pode ser verificado no quilo da picanha, por exemplo, que passou de R$ 12,00 para R$ 14,50, e no da alcatra, que foi de R$ 10,00 para R$ 12,00.
O diretor da Fribal Franchising no estado, Carlos Francisco Oliveira, informou que a carne bovina vem sofrendo alta desde outubro. Ele explicou que fatores como a entressafra e as exportações têm favorecido o aumento do preço.
A estimativa, na avaliação de Carlos Oliveira, é que, depois de quase dois meses de preços altos, a situação começará a se normalizar até a primeira quinzena de janeiro. “Acreditamos que até o início de janeiro de 2008 o preço da carne bovina cairá”, adiantou.
A pedagoga Célia Regina da Silva, 48 anos, preferiu substituir as carnes de primeira por outros cortes. “Os preços subiram em relação à semana passada. Hoje, vou levar o patinho no lugar da alcatra”, disse.
Já Aparecida Grillo, 61 anos, aposentada, substituiu a alcatra por carne de segunda. “Está muito caro. Não dá para comprar filé ou alcatra a esses preços. Vou levar lagarto e posta gorda para o consumo nos próximos dias. Quem sabe na próxima semana os preços não voltarão ao patamar de antes?”, observou a consumidora.
Outros consumidores vão além e substituem a carne bovina por carne de aves ou até salsichas e lingüiças. “Deixei de comprar a carne de boi e preferi substituir por frango, que o quilo varia de R$ 3,00 a R$ 4,00. Também estou comprando lingüiça e salsicha, que também são uma alternativa mais barata à carne bovina”, afirmou o motorista José Carlos da Silva.
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