Eleições 2026

TSE discute restrição a canais políticos no WhatsApp antes da eleição

Ministros do TSE discutiram limitar canais políticos com mais de 200 mil seguidores no WhatsApp nas 48 horas antes da votação deste domingo, dia 25.

Ipolítica, com informações do G1

Ministros do TSE discutiram restrições a canais políticos no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores antes e depois do segundo turno. (Gustavo Moreno / STF)

BRASIL – Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiram a possibilidade de restringir canais políticos no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). A proposta foi debatida em reuniões realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20), mas não deve avançar, segundo informações de integrantes da Corte.

A discussão envolveu o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente do tribunal, André Mendonça. A minuta de resolução elaborada por Mendonça prevê equiparar as regras de proibição de impulsionamento de conteúdo eleitoral aos canais de transmissão em aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

Entre os canais que poderiam ser afetados estão o “Exército do Lula”, ligado à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a “Tropa do Flávio”, associado à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Em nota, o gabinete de André Mendonça informou que o tema foi discutido pelos ministros em conjunto e que a elaboração da minuta ficou a cargo do vice-presidente do tribunal, conforme a tradição da Corte.

O presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou à TV Globo não ser “favorável a mudança de última hora”.

O que prevê a proposta do TSE

O texto em discussão estabelece que as regras de restrição seriam aplicadas a canais de transmissão de conteúdo político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores no período compreendido entre 48 horas antes e 24 horas depois da votação.

A proposta considera canais de transmissão político-eleitoral aqueles que divulgam esse tipo de conteúdo em grupos, comunidades, listas de transmissão ou canais de aplicativos de mensagens e plataformas digitais, com acesso aberto ou mediante convite.

A medida também alcançaria canais administrados por candidatos, partidos, federações partidárias e detentores de mandato eletivo, além daqueles informados à Justiça Eleitoral pelas campanhas.

Segundo o gabinete de Mendonça, o objetivo seria proteger a integridade das eleições nas horas próximas à votação, quando não haveria tempo hábil para responder ou corrigir conteúdos ilícitos.

A nota também afirma que houve consenso entre os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto, embora a minuta ainda estivesse em discussão interna e dependesse de deliberação colegiada.

Regras atuais para impulsionamento eleitoral

Pelas regras da Justiça Eleitoral, o impulsionamento pago de propaganda eleitoral na internet é permitido até 22 de outubro. A partir do dia 23, a prática fica proibida, inclusive para conteúdos contratados anteriormente, até 26 de outubro.

A proposta debatida no TSE busca estender regras de restrição aos canais de transmissão político-eleitoral que ultrapassem o limite de 200 mil seguidores, durante o período próximo ao segundo turno.

Entenda a disputa envolvendo o canal “Exército do Lula”

O canal de WhatsApp “Exército do Lula” foi alvo de disputas judiciais entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro durante o segundo turno.

Em 13 de outubro, a campanha de Lula oficializou no TSE o registro do endereço eletrônico do canal, após uma sequência de decisões judiciais sobre seu funcionamento.

A campanha de Flávio Bolsonaro havia pedido a suspensão do canal, alegando divulgação de informações falsas. Nunes Marques determinou a suspensão, mas, horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, decidiu manter a página ativa.

Posteriormente, Nunes Marques determinou uma análise técnica do conteúdo publicado. O relatório não identificou informações falsas nas publicações examinadas que estavam no ar.

O presidente do TSE condicionou, então, a continuidade do canal ao registro formal na Justiça Eleitoral, exigência cumprida pela campanha de Lula.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.