Flávio Bolsonaro promete pena de 8 anos para roubo de celular e busca votos de ausentes no 1º turno
Candidato do PL defendeu penas mais duras para crimes envolvendo celulares, convocou eleitores para o segundo turno e comemorou pesquisa Datafolha.
BRASIL – O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta quinta-feira (15), a aplicação de pena mínima de oito anos de prisão para crimes de roubo e revenda de celulares irregulares. Durante uma transmissão ao vivo, o senador também pediu que seus apoiadores busquem votos entre os eleitores que não participaram do primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.
A declaração ocorreu em uma live com o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Flávio apresentou propostas para endurecer a legislação penal e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O candidato afirmou que pretende contar com a experiência dos dois parlamentares para ampliar o rigor das leis de segurança pública a partir de janeiro de 2027, caso seja eleito.
"Ladrão de celular vai ficar preso no nosso governo e vai ter que trabalhar", declarou.
Flávio Bolsonaro defende endurecimento das penas
Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro voltou a apresentar a proposta de estabelecer pena mínima de oito anos para pessoas condenadas por roubar ou revender aparelhos celulares irregulares.
O senador afirmou que pretende trabalhar com Guilherme Derrite e Nikolas Ferreira na elaboração de mudanças na legislação criminal. Segundo o candidato, a intenção é ampliar o combate ao crime organizado e adotar punições mais severas.
Flávio também criticou iniciativas recentes do governo Lula, mas não identificou quais medidas motivaram suas declarações.
Candidato pede mobilização de eleitores no segundo turno
Além das propostas de segurança pública, Flávio Bolsonaro convocou seus apoiadores a intensificarem a busca por votos para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O senador pediu que cada eleitor tente convencer pelo menos uma pessoa que deixou de votar no primeiro turno a comparecer às urnas.
"Você conhece alguém que não foi votar no 1º turno? Você conhece alguém que você pode pedir o voto em Flávio Bolsonaro 22 para presidente?", questionou.
Nikolas Ferreira também participou da convocação. Flávio afirmou que a mobilização será importante para tentar derrotar Lula na disputa presidencial.
Pesquisa Datafolha aponta empate técnico com Lula
Flávio Bolsonaro também comemorou o resultado da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15).
O levantamento aponta o candidato do PL com 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Apesar do resultado, Flávio questionou a precisão do instituto e afirmou acreditar que sua vantagem sobre o presidente seja maior do que a indicada pela pesquisa.
O senador argumentou que o Datafolha teria subestimado seu desempenho no primeiro turno em mais de cinco pontos percentuais.
Na votação de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A diferença de 1,87 ponto percentual entre os candidatos foi a menor registrada em um primeiro turno de eleição presidencial no Brasil.
Flávio comenta visita a Jair Bolsonaro
Durante a live, o candidato também relatou o encontro com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado na terça-feira (13), em Brasília.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar, no Jardim Botânico.
A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após um período de três meses em que Flávio ficou impedido de encontrar o pai.
A restrição havia sido determinada depois que o senador utilizou uma visita anterior para obter e divulgar nas redes sociais uma carta do ex-presidente em apoio à sua candidatura, em descumprimento de medidas cautelares.
Flávio afirmou que Jair Bolsonaro acompanha a disputa eleitoral e demonstrou satisfação com o resultado do primeiro turno.
Segundo o senador, seu pai está otimista com o pleito e aguarda ansiosamente o desfecho da votação no dia 25 de outubro.
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