DEBATE

Entidades de imprensa criticam decisões judiciais após cancelamento de debate da Globo

Abert, Aner e ANJ criticam decisões judiciais que alteraram regras e levaram ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo nesta quinta-feira (1º).

Ipolítica, com informações de O Globo

Entidades de imprensa condenam cancelamento do debate Globo (Globo/ Manoella Mello)

BRASIL – A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticaram as decisões judiciais que alteraram regras do debate presidencial da TV Globo, cancelado nesta quinta-feira (1º).

Em nota conjunta, as entidades manifestaram “profunda indignação” com o que classificaram como “intervenção judicial nas regras previamente definidas” para o encontro.

As manifestações ocorreram após decisões envolvendo a organização do debate. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não participaria do evento, e a formulação de perguntas que seriam dirigidas a ele.

Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate.

Entidades criticam mudanças nas regras do debate da Globo

Na nota, Abert, Aner e ANJ afirmaram que as decisões obrigariam a emissora a conduzir o debate de forma diferente das regras acertadas anteriormente com os partidos.

As associações classificaram a interferência como uma “agressão à liberdade de imprensa” e disseram que as normas do encontro haviam sido acordadas havia meses entre a Globo e as legendas.

Segundo as entidades, as decisões também prejudicaram o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos que haviam sido convidados e confirmado participação no debate.

Nota conjunta após cancelamento

Abert, Aner e ANJ declararam solidariedade à TV Globo após o cancelamento do último debate presidencial previsto para o primeiro turno.

As entidades sustentaram que as determinações judiciais impuseram obrigações não previstas nas regras estabelecidas para o encontro e afirmaram que os “excessos judiciais” impediram a realização do debate nos termos anteriormente acertados.

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