Fim da greve

Greve dos Correios chega ao fim após 15 dias de paralisação

TST considerou movimento não abusivo, determinou compensação dos dias parados e definiu reajuste salarial de 4,09%.

Imirante.com

A decisão encerrou um movimento iniciado em 10 de setembro. (Foto: Divulgação)

BRASIL - A greve dos Correios chegou ao fim após 15 dias de paralisação. Em assembleia realizada na noite dessa quinta-feira (24), trabalhadores aprovaram o encerramento do movimento e começaram a retornar às atividades a partir das 22h, conforme determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O tribunal decidiu que a paralisação não foi abusiva, autorizou a compensação dos dias não trabalhados e definiu reajuste salarial de 4,09% para os empregados da estatal.

A decisão encerrou um movimento iniciado em 10 de setembro, após divergências entre trabalhadores e a empresa durante as negociações do acordo coletivo.

TST considera greve dos Correios não abusiva

O TST retomou nesta quinta-feira (24) o julgamento do dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios. A análise havia sido suspensa na segunda-feira (21), após o ministro Vieira de Mello Filho determinar prazo para que as entidades sindicais avaliassem documentos apresentados pela empresa.

Por maioria, o tribunal concluiu que a greve dos Correios não foi abusiva. O entendimento contrariou o pedido da empresa, que havia solicitado à Justiça a classificação da paralisação como abusiva e a aplicação de multa de R$ 100 mil às entidades representantes dos trabalhadores.

Além disso, o TST determinou:

reajuste salarial de 4,09%;

compensação dos dias parados;

manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho.

O acórdão com todos os detalhes da decisão ainda não havia sido publicado. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP) informou que fará uma análise do documento antes de apresentar orientações completas à categoria.

Como será a compensação da greve dos Correios

Com o fim da greve dos Correios, os trabalhadores deverão repor os dias em que ficaram afastados das atividades.

Em São Paulo, o Sintect-SP orientou o retorno dos funcionários às 22h de quinta-feira (24), mas afirmou que os critérios para a compensação ainda dependem da publicação oficial do acórdão do TST.

Segundo o sindicato, os termos para a reposição das horas serão discutidos posteriormente com a diretoria e as federações da categoria.

Entenda por que a greve dos Correios começou

A greve dos Correios teve início em 10 de setembro, após trabalhadores rejeitarem uma proposta apresentada pela empresa durante as negociações do acordo coletivo.

O principal ponto de conflito envolveu o plano de saúde oferecido aos funcionários, aposentados e dependentes.

Os trabalhadores defendiam a manutenção do modelo atual, em que os Correios atuam como mantenedores do benefício. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), os demais pontos da negociação haviam avançado, mas o plano de saúde continuava como principal impasse.

A categoria argumentava que mudanças no formato do benefício poderiam elevar os custos para os trabalhadores e suas famílias.

Trabalhadores retomam atividades após decisão judicial

Com a decisão do TST, os empregados dos Correios iniciaram o processo de retorno às atividades. A estatal deve retomar gradualmente a normalização dos serviços afetados durante os 15 dias de paralisação.

A definição sobre a compensação das horas e dos dias parados deverá ser detalhada após a publicação oficial da decisão judicial.

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