ELEIÇÕES 2026

Zema fala em 'gangue' de ministros do Supremo, e Renan diz que não cumprirá decisões de Toffoli e Moraes

Romeu Zema diz que ministros do STF formaram uma gangue ligada ao Banco Master. Renan Santos afirma que não acatará decisões de Moraes e Toffoli.

Ipolítica, com informações de O Globo

Zema chama ministros do STF de “gangue”, enquanto Renan Santos diz que não cumprirá decisões de Toffoli e Moraes se for eleito. (Reprodução)

BRASIL – O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta sexta-feira (11), que existe uma “gangue” formada por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo dia, o também presidenciável Renan Santos (Missão) declarou que, caso seja eleito, não cumprirá decisões dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

As declarações ocorreram em meio às investigações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Zema também elogiou a retirada do sigilo de documentos relacionados ao caso e defendeu o afastamento de autoridades que tenham ligação comprovada com o empresário.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp

Zema critica ministros do STF

Durante uma agenda em Fortaleza (CE), ao lado do vice, senador Eduardo Girão, Zema afirmou que ministros do Supremo que tenham mantido relações com Vorcaro precisam ser investigados.

O candidato citou contratos e outras relações envolvendo pessoas ligadas ao banco e afirmou que, na avaliação dele, há ministros que teriam se beneficiado de suas posições.

Então, está claríssimo: nós temos ministros que são verdadeiros bandidos. Formou-se uma gangue lá”, disse Zema.

O ex-governador de Minas Gerais afirmou ainda que pretende acompanhar de Brasília a sessão do STF prevista para a próxima terça-feira, que deverá analisar conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Zema defendeu que autoridades que tenham ligação comprovada com o Banco Master sejam afastadas e demitidas.

Se alguém se envolveu com bandido, tem que ser afastado imediatamente. E não só o afastamento. É preciso a demissão das pessoas que se beneficiaram do seu cargo e receberam dinheiro”, afirmou.

Candidato fala sobre caso Dark Horse

Zema também foi questionado sobre o caso Dark Horse, investigação determinada pelo ministro André Mendonça que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O candidato afirmou que os recursos relacionados a Daniel Vorcaro precisam ser investigados, mas fez uma ressalva em relação a funcionários e outras pessoas que receberam pagamentos do banco.

Segundo Zema, nem todos que receberam dinheiro necessariamente tinham conhecimento de possíveis irregularidades.

Não são todos que receberam dinheiro de má-fé, mas, como estamos vendo, quando se trata de políticos, muita gente foi comprada”, afirmou.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, elogiou a atuação de André Mendonça na investigação e defendeu a retirada integral do sigilo do caso.

Durante uma agenda em Manaus (AM), o senador afirmou que a divulgação dos documentos permitiria confrontar as versões apresentadas sobre o financiamento da produção investigada.

Renan Santos diz que não cumprirá decisões

Também nesta sexta-feira, Renan Santos elevou o tom das críticas ao STF durante sabatina realizada pelo UOL e pela Folha de S.Paulo.

Ao falar sobre a crise institucional envolvendo o Supremo, o candidato do Missão afirmou que não reconhece a legitimidade de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como ministros da Corte.

Renan disse ainda que, se vencer a eleição presidencial, não considerará aceitáveis decisões dos dois ministros.

Eu não vejo legitimidade no Alexandre de Moraes e no Dias Toffolli. Para mim, eles não são ministros e não tinham que estar no STF”, afirmou.

Em outro trecho, o presidenciável declarou que não pretende cumprir determinações de Moraes e Toffoli caso chegue à Presidência.

Se eu ganhar a eleição, eu não vou tratar uma decisão que vem do Toffoli e do Moraes como aceitável”, disse.

Renan critica cenário eleitoral

Durante a sabatina, Renan Santos também afirmou que os eleitores estariam menos dispostos a discutir os escândalos envolvendo políticos e instituições.

Para o candidato, a proximidade das eleições não teria sido suficiente para provocar um debate mais intenso sobre esses temas.

Renan também criticou a polarização entre os grupos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo ele, a disputa estaria concentrada nos números das pesquisas eleitorais, sem uma discussão mais ampla entre os apoiadores dos candidatos.

O presidenciável afirmou ainda que a campanha de Lula seria “vazia” e disse não perceber mobilização popular significativa em torno dos principais nomes da disputa.

Outros candidatos

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), também candidato à Presidência, foi procurado para comentar os assuntos tratados na reportagem, mas não havia se manifestado até a última atualização.

Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) permanece internado em um hospital de São Paulo para tratamento de pneumonia.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.