BRASIL – O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (25) que o Supremo Tribunal Federal (STF) se tornou um “balcão de negócios” para alguns ministros. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela CBN, pelo Valor Econômico e por O Globo.
Durante a entrevista, Zema também defendeu mudanças na governança do Congresso Nacional e apresentou detalhes de seu plano de privatizações caso seja eleito presidente em 2026.
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Segundo o candidato, existem ministros no STF em quem a população confia, mas também integrantes da Corte que, na avaliação dele, estariam utilizando o tribunal para interesses próprios.
“Nós temos de lembrar que tem joio e tem trigo lá no Supremo. Tem gente lá que eu acho que a maioria dos brasileiros confiam e tem gente que tem utilizado o Supremo para fazer negócios. Aquilo ali se transformou para alguns ministros num balcão de negócios”, afirmou.
Zema defende mudanças no Congresso
Durante a sabatina, Zema também propôs uma reforma política e mudanças na estrutura de funcionamento do Congresso. O candidato criticou o poder atribuído aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para impedir a tramitação de propostas mesmo quando existe apoio de parte significativa dos parlamentares.
Para Zema, uma situação em que uma autoridade do Congresso consegue barrar uma proposta apoiada pela maioria dos parlamentares precisa ser revista.
“Um presidente barrar algo que 60% dos senadores assinaram, estão endossando. Será que esse presidente está representando adequadamente os interesses, a vontade do povo, dos parlamentares?”, questionou.
O candidato afirmou que pretende implementar mudanças de forma gradual caso seja eleito.
Privatizações
Outro ponto abordado por Zema foi a política de privatizações. Desde a pré-campanha, o candidato do Novo defende a redução da participação do Estado na economia e já afirmou que pretende “privatizar tudo” o que for possível.
Na sabatina, porém, Zema apresentou ressalvas e indicou quais empresas e instituições não pretende privatizar.
Entre elas estão:
- Caixa Econômica Federal;
- Embrapa;
- IBGE.
Por outro lado, Zema afirmou que pretende incluir o Banco do Brasil e a Petrobras em um processo de desestatização.
Proposta para Petrobras e Banco do Brasil
No caso do Banco do Brasil e da Petrobras, a proposta apresentada pelo candidato prevê o desmembramento das empresas antes de uma eventual privatização.
Em relação à Petrobras, Zema defendeu a divisão da companhia para permitir a atuação de diferentes operadores em cada região do país. Para ele, o modelo atual seria ineficiente.
A proposta faz parte da agenda econômica defendida pelo candidato, que prevê uma redução do tamanho do Estado e maior participação da iniciativa privada em setores atualmente controlados por empresas públicas.
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