BRASIL - Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que aproximadamente um terço dos candidatos registrados para a disputa nas eleições de 2026 informou não possuir nenhum tipo de patrimônio financeiro ou material. O grupo é composto por quase sete mil concorrentes que oficializaram o pedido de participação no pleito deste ano.
Declaração é feita pelo próprio candidato
A declaração patrimonial, obrigatória para dar transparência ao eleitorado, inclui bens como imóveis, veículos e ações. Entre os concorrentes ao Palácio do Planalto, dois nomes também constam na lista dos que zeraram a declaração patrimonial. São eles: Hertz Dias, candidato pelo PSTU e Rui Costa, candidato pelo PCO.
Os maiores índices de candidaturas sem bens registrados aparecem na disputa por vagas nas assembleias legislativas estaduais e na Câmara dos Deputados. Cerca de 32,74% não declararam bens, o equivalente a 2.500 dos 7.636 registrados. Por outro lado, a proporção diminui consideravelmente para 16,19%, entre os candidatos ao Senado.
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Na esfera estadual, entre os candidatos às assembleias legislativas, 35,57% afirmaram não ter bens a declarar. São 3.949 dos 11.103 inscritos. Esse é o cargo que concentra o maior número de candidaturas e também o maior número de vagas em disputa: 1.035.
Especialistas em direito eleitoral lembram que o preenchimento é de responsabilidade individual do político, baseando-se em autodeclaração. Embora pequenas correções possam ser feitas enquanto a candidatura passa por análise, a omissão intencional de bens pode resultar na impugnação do registro e em implicações legais severas.
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