Câmara dos Deputados

Conselho de Ética aprova continuidade de processo contra Erika Hilton

Conselho de Ética aprova continuidade de processo contra Erika Hilton, mas calendário da Câmara dos Deputados pode impedir a conclusão.

Com informações do g1

Erika Hilton é alvo de um processo no Conselho de Ética na Câmara Federal (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

BRASÍLIA - O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por 10 votos a 5, a continuidade de um processo contra a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) nesta terça-feira (11). A representação, movida pelo partido Missão, pede a cassação do mandato da parlamentar após publicações feitas em suas redes sociais em resposta a ataques recebidos logo após assumir a presidência da Comissão da Mulher na Casa.

Apesar do aval para o prosseguimento das investigações, o colegiado e parlamentares avaliam que o avanço do caso enfrenta barreiras severas devido ao calendário legislativo atual. Com o encerramento do ano legislativo e o fim dos mandatos previstos para dezembro, além do período de recesso, o tempo útil para a tramitação de novas denúncias tornou-se extremamente escasso na Câmara.

Outubro é o mês limite para a conclusão de trabalhos

Outubro desponta como o mês limite para a conclusão dos trabalhos no plenário, sobretudo por causa das eleições municipais ou gerais deste ano. Durante esse período, grande parte dos deputados federais intensifica a presença em suas bases eleitorais para campanhas, o que reduz drasticamente o quórum e a disponibilidade para votações de peso em Brasília.

O relator da matéria, deputado Gilberto Silva (PL-PB), conduzirá agora a fase de instrução probatória, na qual a defesa da parlamentar poderá apresentar testemunhas e documentos. Contudo, mesmo que o parecer final seja aprovado pelo Conselho de Ética dentro do prazo regimental de 90 dias, a votação definitiva exigiria o endosso do plenário.

Historicamente, outros processos aprovados pelo colegiado enfrentaram o mesmo impasse de estagnação e sequer chegaram a ser pautados pela Mesa Diretora. Sem espaço na agenda de votações até o fim de dezembro, representações dessa natureza acabam arquivadas sem uma decisão definitiva do plenário da Câmara.

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