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STJ terá novos filtros para recursos após sanção de lei

Nova lei cria critérios para recursos ao STJ, amplia as exigências de relevância e busca reduzir o volume de processos analisados pela Corte

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Nova lei regulamenta critérios de relevância para recursos ao STJ e busca reduzir o volume de processos analisados pela Corte. (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

BRASÍLIA – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) passará a adotar novos critérios para admitir recursos especiais após a sanção da lei que regulamenta o requisito da relevância. A norma, sancionada nesta terça-feira (4), determina que determinados recursos ao STJ deverão demonstrar relevância econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse os interesses das partes envolvidas.

A medida regulamenta um mecanismo previsto na Constituição Federal e busca reduzir o volume de processos que chegam à Corte, permitindo que o tribunal concentre sua atuação em casos com maior impacto para a sociedade e para a uniformização da jurisprudência.

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Novos critérios

A Constituição já considerava automaticamente relevantes alguns tipos de recursos. Entre eles estão ações penais, ações de improbidade administrativa, causas com valor superior a 500 salários mínimos, casos que possam resultar em inelegibilidade e decisões que contrariem a jurisprudência dominante do STJ.

Com a nova lei, esses critérios passam a ser regulamentados e integram um filtro para a admissão dos recursos especiais. A exigência vale para processos cuja discussão ultrapasse os interesses das partes e apresente relevância econômica, política, social ou jurídica.

Tramitação

O projeto de lei teve a tramitação concluída no Congresso Nacional no dia 17 de julho, após ser aprovado pelo Senado, onde foi apresentado, e posteriormente pela Câmara dos Deputados.

A regulamentação coloca em prática um mecanismo previsto na Constituição e que ainda dependia de uma lei para entrar em vigor.

Objetivo da medida

A expectativa é que a nova regra contribua para reduzir o número de processos analisados pelo STJ, permitindo que a Corte concentre seus esforços em recursos com maior relevância para o sistema de Justiça.

Durante a cerimônia de sanção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a medida pode tornar o funcionamento do tribunal mais ágil.

"Espero que essa inovação possa trazer ao povo brasileiro, que precisa do bom funcionamento do STJ, mais agilidade nas coisas. Hoje, o povo pode ter esperança de que as coisas podem andar mais rápido na Justiça brasileira", declarou.

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