Definição eleitoral

Michelle Bolsonaro adia decisão sobre candidatura ao Senado

Presidente do PL afirma que ex-primeira-dama consultará Jair Bolsonaro antes de decidir se disputará uma vaga ao Senado pelo DF.

Ipolítica, com informações de O Globo

Valdemar Costa Neto afirma que Michelle Bolsonaro decidirá até domingo se disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal. (Isac Nóbrega/PR)

BRASIL – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ainda não definiu se disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. Segundo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a decisão será tomada após uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (31), após um encontro entre Valdemar e Michelle, em Brasília. De acordo com o dirigente partidário, a definição deve ocorrer até domingo (2), data da convenção estadual do PL no Distrito Federal.

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Segundo Valdemar, Michelle pretende conciliar uma eventual campanha eleitoral com os cuidados dedicados ao marido, motivo pelo qual reduziu sua agenda política nos últimos meses.

Decisão deve ser anunciada até a convenção do PL

A expectativa da direção nacional do PL é que Michelle participe da convenção estadual já com uma posição definida sobre seu futuro eleitoral.

Caso confirme a candidatura, ela deverá disputar uma das duas vagas ao Senado na chapa que apoia a reeleição da governadora Celina Leão (PP). A outra vaga será ocupada pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF).

Indefinição afeta composição da chapa

A demora na definição de Michelle influenciou a montagem da chapa do partido no Distrito Federal.

O senador Izalci Lucas (PL-DF), que era apontado como alternativa para disputar o Senado caso Michelle desistisse, decidiu deixar a disputa majoritária e buscar uma vaga na Câmara dos Deputados. Segundo aliados, a espera por uma definição da ex-primeira-dama se tornou inviável.

Campanha deve priorizar agendas curtas

Integrantes do PL já discutem o formato da campanha caso Michelle confirme a candidatura.

A tendência é que ela mantenha uma agenda reduzida, concentrando compromissos em Brasília e intensificando a atuação nas redes sociais. O objetivo é permitir que permaneça próxima de Jair Bolsonaro durante o período eleitoral.

Michelle não pretende voltar ao comando do PL Mulher

Durante a reunião, Valdemar também afirmou que Michelle não pretende reassumir a presidência nacional do PL Mulher, cargo que deixou para reduzir as viagens e acompanhar o ex-presidente.

Segundo o dirigente, a estrutura continuará sendo coordenada por Ana Munhoz, responsável pela interlocução com as presidentes estaduais da legenda, e a discussão sobre o comando nacional ficará para depois das eleições.

Além disso, Valdemar afirmou que o PL projeta eleger 28 senadores nas eleições deste ano, somando-se aos oito parlamentares da legenda que ainda terão mandato na próxima legislatura.

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