caso master

Jaques Wagner diz que vai provar inocência após STF retirar sigilo de investigação

Senador baiano afirmou estar tranquilo e negou suspeitas investigadas pela PF sobre suposta atuação em favor do Banco Master.

Ipolítica, com informações de O Globo

Jaques Wagner afirma que provará inocência após retirada de sigilo de investigação da PF que apura suspeitas envolvendo o Banco Master. (Valter Campanato / Agência Brasil)

BRASIL – O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (31) que está tranquilo e que pretende provar sua inocência no inquérito que apura suspeitas de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça relacionadas ao Banco Master.

A declaração ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirar o sigilo da decisão que autorizou novas medidas de investigação contra o parlamentar no âmbito da Operação Compliance Zero.

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Em entrevista à Rádio Baiana FM, Wagner disse que confia no andamento das investigações e afirmou que, neste momento, está concentrado na campanha pela reeleição ao Senado.

Eu tenho certeza de que vou provar a minha inocência. O inquérito, evidentemente, demora um tempo. Eu agora estou focado na eleição. Quero lhe dizer que eu estou muito tranquilo”, declarou o senador.

Investigação da PF envolve suspeitas sobre Banco Master

A decisão de André Mendonça, divulgada após a retirada do sigilo, autorizou a Polícia Federal a acessar dados dos celulares de Jaques Wagner e do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

Segundo a PF, as conversas entre Wagner e integrantes do grupo investigado ocorreriam principalmente por ligações telefônicas e mensagens de áudio, motivo pelo qual os investigadores solicitaram acesso aos aparelhos para aprofundar a apuração.

A Polícia Federal também apontou possível risco de vazamento da operação ao justificar os pedidos de medidas cautelares.

Suspeitas investigadas pela Operação Compliance Zero

A investigação apura se o senador teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional em troca de possíveis vantagens indevidas.

Entre os pontos analisados pelos investigadores estão:

  • suposta influência política em favor da instituição financeira;
  • suspeitas envolvendo um apartamento de luxo em Salvador;
  • possíveis repasses para empresas ligadas a familiares.

A defesa de Jaques Wagner nega as acusações e afirma que o senador nunca atuou em benefício do Banco Master. Os advogados também sustentam que o imóvel citado pela investigação nunca pertenceu ao parlamentar.

Defesa afirma que senador colaborará com apuração

Segundo a defesa, Wagner está à disposição das autoridades e confia que a investigação demonstrará a ausência de irregularidades.

O senador, por sua vez, afirmou que seguirá acompanhando o andamento do caso enquanto mantém sua agenda política voltada para a disputa eleitoral.

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