Justiça

Mendonça autoriza rastreamento de bens de Vorcaro no exterior

Decisão permite que o governo solicite cooperação internacional para localizar ativos ligados ao ex-banqueiro e a outros investigados.

Imirante.com

Pedidos de cooperação serão conduzidos pelo Ministério da Justiça junto a autoridades estrangeiras. (Foto: Marcello Casal Jr)

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou o governo brasileiro a iniciar procedimentos de cooperação internacional para rastrear bens e valores ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro no exterior. A medida faz parte das investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

A decisão foi assinada em maio, mas veio a público nesta terça-feira (28). Segundo o despacho, a autorização não permite o rastreamento automático dos ativos pela Polícia Federal. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deverá formalizar pedidos de cooperação junto às autoridades de outros países.

O procedimento será conduzido pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), responsável por intermediar solicitações brasileiras relacionadas à localização de patrimônio, provas e outras medidas judiciais no exterior.

Investigação busca identificar patrimônio no exterior

A autorização atende a um pedido da Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Segundo os investigadores, há indícios de que Daniel Vorcaro possua patrimônio fora do Brasil, incluindo ativos mantidos em outros países. A cooperação internacional poderá auxiliar na identificação de imóveis, contas bancárias, embarcações, empresas e outros bens eventualmente vinculados aos investigados.

Medida também pode alcançar outros investigados

Além de Daniel Vorcaro, a cooperação internacional poderá abranger outros investigados relacionados ao caso, conforme o avanço das apurações.

A autorização faz parte das medidas adotadas durante a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio envolvendo o ex-banqueiro e pessoas ligadas ao grupo econômico investigado.

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