Fiscalização

Rodovias federais registram 98 mortes no feriado de Corpus Christi

Segundo PRF, 879 pessoas foram autuadas por embriaguez ao volante.

Pedro Peduzzi / AgĂȘncia Brasil

Atualizada em 08/06/2026 Ă s 23h58
PRF divulgou balanço da Operação Corpus Christi 2026. (Divulgação / PRF)

BRASÍLIA - Ao longo dos cinco dias de feriado prolongado, 98 pessoas morreram nas rodovias federais e 1.057 ficaram feridas, em meio aos 1.060 sinistros de trĂąnsito registrados durante a Operação Corpus Christi, da PolĂ­cia RodoviĂĄria Federal (PRF).

Segundo a PRF, 210.472 pessoas e veĂ­culos foram fiscalizados de forma intensa, com o uso de radares portĂĄteis em pontos considerados crĂ­ticos.

Foram identificados 24.212 veículos em velocidade acima da permitida nas vias. A PRF autuou 4.277 motoristas por ultrapassagens proibidas e 3.283 por não uso do cinto de segurança ou do dispositivo para retenção de crianças (cadeirinha).

Operação Corpus Christi

Encerrada no domingo (7), a Operação Corpus Christi contabilizou 75.413 testes de alcoolemia – com 879 autuaçÔes por embriaguez ao volante ou recusa ao teste que identifica o consumo de ĂĄlcool.

“As estatísticas preliminares indicam que 69 pessoas foram detidas por índice de teor alcoólico no organismo considerado crime ou por apresentar sinais de embriaguez”, detalhou a PRF ao divulgar o balanço do feriado.

Segundo a entidade, os estados que registraram maior nĂșmero de sinistros foram Minas Gerais, Santa Catarina e ParanĂĄ.

Minas Gerais

  • 135 sinistros de trĂąnsito
  • 10 mortes
  • 155 feridos

Santa Catarina

  • 130 sinistros de trĂąnsito
  • 6 mortes
  • 143 feridos

ParanĂĄ

  • 112 sinistros de trĂąnsito
  • 5 mortes
  • 113 feridos

Transporte de passageiros

Devido à alta letalidade observada recentemente em sinistros envolvendo transporte de passageiros, a Operação Corpus Christi deste ano se dedicou também à fiscalização deste tipo de veículos. Ao todo, 1.389 Înibus foram fiscalizados.

“De janeiro a abril de 2026, foram 690 sinistros de trĂąnsito que envolveram ĂŽnibus, micro-ĂŽnibus e vans, com 74 pessoas mortas. O trabalho de fiscalização buscou identificar a documentação dos motoristas e dos veĂ­culos e as condiçÔes em que os passageiros eram transportados”, justificou a PRF.

Os nĂșmeros apresentados no balanço da PRF sĂŁo ainda preliminares e poderĂŁo ser ampliados na medida em que as informaçÔes sejam consolidadas em seus sistemas.

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