Início de ano

Congresso inicia ano eleitoral com análise de vetos presidenciais

Sessão conjunta abre os trabalhos de 2026 com 73 vetos de Lula na pauta

Ipolítica, com informações do Brasil 61

Ao todo, são 73 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pendentes de apreciação
Ao todo, são 73 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pendentes de apreciação (Leonardo Sá/Agência Senado)

BRASÍLIA – O Congresso Nacional inicia oficialmente o ano legislativo de 2026 neste 2 de fevereiro com uma sessão conjunta entre deputados e senadores dedicada à análise de vetos presidenciais. Ao todo, são 73 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pendentes de apreciação. Desses, 53 trancam a pauta e precisam ser votados antes de qualquer outra deliberação.

Do total, 12 vetos são totais, quando o Executivo rejeita integralmente o texto aprovado pelo Legislativo. A abertura dos trabalhos repete o formato que marcou o fim de 2025, com a reunião conjunta das duas Casas.

Dosimetria entre os vetos em destaque

Entre as matérias barradas está o PL da Dosimetria (nº 2162/2023), aprovado no fim do ano passado. A proposta reduzia penas para crimes cometidos contra o Estado democrático de direito. Ao vetar o texto, a Presidência argumentou que a medida poderia representar impunidade e ameaça ao ordenamento jurídico e ao sistema de garantias fundamentais.

Vetos fiscais e impacto na economia

Nos vetos parciais, destacam-se temas fiscais. Permanecem pendentes 24 pontos da regulamentação da reforma tributária. Dez dispositivos são da Lei Complementar 214/2025, que criou o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo (IS). Os demais vetos recaem sobre o PLP 108/2024, que deu origem à Lei Complementar 227, responsável por instituir o Comitê Gestor do IBS.

Há ainda 37 vetos ao projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA). Lula rejeitou despesas incluídas por parlamentares durante a tramitação — somando quase R$ 400 milhões — e barrou dispositivos que protegiam recursos de políticas estruturantes do agronegócio contra bloqueios e contingenciamentos, como o seguro rural. A bancada do setor lidera articulações para derrubar esse veto.

Calendário reduzido no ano eleitoral

A 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura ocorre em ano eleitoral, o que tende a concentrar votações no primeiro semestre. Pautas estratégicas, como segurança pública, regulação do trabalho por aplicativos e o marco da inteligência artificial, se não aprovadas até julho (início informal das campanhas), devem ficar para outubro, após o primeiro turno.

Outros temas no radar

A pauta do Congresso inclui ainda discussões sobre o enfrentamento ao crime organizado, a PEC da Jornada 6x1, o desfecho das CPIs das fraudes no INSS e a sabatina do indicado ao STF, o advogado-geral da União Jorge Messias.

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