Dossiê

Militares que trabalhavam na Presidência foram a atos em frente a quartel

Relatório foi elaborado durante a transição de Governo com base em conversas no whatsapp.

Ipolítica

Bolsonaristas radicais
Bolsonaristas radicais (Divulgação)

SÃO PAULO - O Ministério da Justiça recebeu da equipe de transição um relatório que identifica pelo menos oito militares da ativa lotados na Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) compareceram em 2022 a acampamentos montados por apoiadores do ex-presidente em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.

O documento toma por base conversas em grupos de whatsapp com mensagens de ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o documento, todos os militares estavam lotados no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência durante a gestão do general Augusto Heleno, um dos principais aliados de Bolsonaro.

Ao jornal Folha de S. Paulo alguns dos militares confirmaram ida ao acampamento, mas alegaram que estavam sem farda e negaram qualquer manifestação de teor político ou apoio a posições antidemocráticas e violentas.

Dois deles tiveram a dispensa da Presidência publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).

Leia também: Lula quer que comandantes das Forças Armadas punam envolvidos nos atos de 8 de janeiro

Acampamentos

Depois da derrota de Bolsonaro para Lula apoiadores do ex-presidente se acamparam em frente ao quartel-general do Exército se com pedidos de intervenção das Forças Armadas. Alguns defendiam impedido à posse de Lula.

Acampamentos semelhantes foram montados em todo o país. Em alguns deles, havia orações, respeito ao hino nacional e à bandeira do país, além de manifestações contra a Justiça Eleitoral. 

O acampamento de Brasília, contudo, abrigou apoiadores de Bolsonaro envolvidos em ao menos três episódios violentos: a tentativa de invasão ao prédio da PF e depredações na região central de Brasília, em 12 de dezembro; a instalação da bomba próxima a um caminhão de combustíveis; e o ataque aos prédios do STF (Supremo Tribunal Federal), Congresso e Palácio do Planalto em 8 de janeiro.

Os casos são investigados pela polícia. 

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